- Escritórios de advocacia no Reino Unido avaliam ações legais em nome de mulheres que desenvolveram tumores cerebrais após usar Depo-Provera, aplicação a cada três meses.
- Vários estudos indicam que o Depo-Provera aumenta o risco relativo de meningiomas, embora o risco global seja baixo; os tumores são geralmente benignos, mas podem causar convulsões, perda de visão, audição, cefaleia e problemas de memória.
- Austen Hays, Fletchers e Leigh Day dizem estar considerando fundamentos legais e já buscam interessadas; a Austen Hays teve dezenas de abordagens, e Leigh Day está avaliando a base jurídica.
- Comparação com casos nos Estados Unidos, onde milhares de mulheres processam a Pfizer; primeira ação civil deve chegar a julgamento em dezembro; acusam a farmacêutica de ter ciência do risco desde, pelo menos, 2015 e não ter alertado adequadamente.
- Relatos de mulheres afetadas, como Claire Buck e Emma, destacam impactos na saúde e na vida diária; a Pfizer afirma que a segurança de Depo-Provera é monitorada e que o medicamento foi aprovado em mais de sessenta países.
UK law firms avaliam ação em nome de mulheres que desenvolveram tumores cerebrais após uso de Depo-Provera
N grounds firm de Londres está considerando abrir ações legais no Reino Unido contra o fabricante Pfizer. A iniciativa envolve mulheres que desenvolveram tumores cerebrais após uso prolongado da injeção contraceptiva Depo-Provera.
Depo-Provera é uma dose alta de progesterona sintética administrada por injeção a cada três meses. A fórmula é indicada para contracepção e para reduzir sintomas menstruais, conforme prática comum no mundo.
Estudos recentes apontam maior risco relativo de meningioma entre usuárias da Depo-Provera, ainda que o risco absoluto seja baixo. Meningiomas são tumores que costumam ser benignos, porém podem causar convulsões, perda de visão, audição e memória comprometida.
Avanços legais no Reino Unido
Austen Hays informou que já recebeu potenciais clientes, enquanto Fletchers busca novas candidatas e Leigh Day avalia a base jurídica inicial para ações. As firmas ressaltam que a questão envolve segurança de medicamentos e necessidade de avisos adequados.
Chaya Hanoomanjee, sócia da Austen Hays, destacou que dezenas de mulheres foram contatadas após diagnósticos de meningioma ligados ao uso do Depo-Provera. A advogada afirma que o caso envolve a obrigação de informar pacientes e profissionais de saúde sobre riscos emergentes.
Jill Paterson, da Leigh Day, informou que as preocupações sobre o Depo-Provera são consideradas há tempos e que a equipe avalia a força de potenciais ações contra o fabricante, com posição a ser anunciada em breve.
Contexto internacional e impactos
Nos Estados Unidos, milhares de mulheres já moveem ações contra a Pfizer, lideradas por três escritórios e representando cerca de 2.500 pessoas. O primeiro julgamento está programado para dezembro, conforme processo federal.
Defensores apontam que a Pfizer tinha conhecimento do risco de meningioma desde 2015 e não teria alertado adequadamente pacientes ou reguladores, como a FDA. A Pfizer sustenta que não houve condenação de responsabilidade e continua contestando as ações.
Caso analisado por pacientes como Sandra Somarakis, diagnosticada com meningioma após longo uso do Depo-Provera, demonstra impactos duradouros. Somarakis relata reoperções, radioterapia e limitações na vida diária.
Outras pacientes no Reino Unido contam experiências semelhantes, como Claire Buck, que afirma sofrer sequelas significativas após cirurgia e permanece com sintomas graves. Ela ressalta que a situação pode influenciar futuras decisões de tratamento para outras pessoas.
Pfizer informou que a segurança do paciente é prioridade e que monitora continuamente seus medicamentos, com esclarecimentos a profissionais de saúde se surgirem dúvidas ou efeitos adversos.
Observação: as informações acima são baseadas no material fornecido e visam apresentar os fatos de forma objetiva e neutra.
Entre na conversa da comunidade