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Oeste dos EUA enfrenta seca extrema de neve

Seca histórica de neve no Oeste dos Estados Unidos reduz reservas hídricas e eleva risco de incêndios, com Oregon, Colorado e Utah no menor snowpack desde os anos oitenta

Patchy snow in Park City, Utah, on Friday.
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  • Uma seca de neve histórica atinge o oeste dos EUA, com a cobertura de neve roughly um terço do habitual para esta época do ano.
  • Oregon, Colorado e Utah registram a menor massa de neve estadual desde o início dos registros, remontando aos anos oitenta.
  • O conteúdo de água na neve e a disponibilidade para as bacias estão em alerta, com 91% das estações registrando valores abaixo da mediana em 1º de fevereiro.
  • O Rio Colorado, que transporta cerca de 40 milhões de pessoas e grande parte da água para agricultura, enfrenta negociações em impasse sobre seu uso e gestão diante de volumes cada vez menores.
  • A falta de neve pode antecipar a temporada de incêndios, já que o derretimento rápido aumenta a vulnerabilidade de solos e vegetação, enquanto as previsões apontam tempo mais quente e seco mesmo com alguma neve tímida nas áreas altas.

A costa oeste dos Estados Unidos enfrenta uma severa seca de neve, com resultados que ameaçam o abastecimento de água e elevam o risco de incêndios. Oregon, Colorado e Utah registraram as menores massas de neve já vistas desde o início dos registros, situando-se no patamar mais baixo desde os anos 1980.

Dados do National Snow and Ice Data Center indicam que a cobertura de neve no oeste está em cerca de um terço do que é normal para esta época do ano. A água contida na neve, indicador essencial para o manuseio de conchas de água, ficou acima do mínimo em apenas 9% das estações analisadas em 1º de fevereiro.

Condições climáticas e impactos

Especialistas apontam que o inverno extremamente quente, aliado a padrões climáticos invernosos, impulsionou a estiagem. O diretor do NSIDC descreveu o cenário como inédito para o período, destacando persistência do padrão climático atual. O estudo aponta queda considerável no conteúdo de água da neve, afetando afluentes e reservatórios.

A neve é crucial para basins que abastecem milhões de pessoas, áreas agrícolas e ecossistemas já pressionados. A iminência de déficits de água intensifica negociações sobre o futuro do Rio Colorado, que por cerca de 1.450 milhas perpassa sete estados e sustenta aproximadamente 40 milhões de habitantes, além de vastas áreas agrícolas.

Negociações sobre o Rio Colorado

Fontes oficiais indicam impasse entre estados dependentes das vazões do rio. Princípios de gestão estão sendo ajustados diante de cortes e prioridades, com o governo federal previsto para impor um plano caso as negociações não avancem. A situação já desperta potencial de litígios e maior incerteza sobre a distribuição de recursos.

Estima-se que 80% do regime hidrológico do rio alimente atividades agrícolas, incluindo culturas de alto consumo hídrico como alfafa e feno. A escassez de água e o manejo de cortes tendem a moldar o cenário regional nos próximos meses, enquanto autoridades buscam equilíbrio entre uso agrícola, urbano e ambiental.

Perspectivas e riscos futuros

O prognóstico de fevereiro para a bacia do Colorado foi o pior em mais de três décadas. A previsão aponta que o rio recebe grande parte de sua água da neve das montanhas, cuja diminuição reduz o abastecimento. Meteorologistas indicam possibilidade de chover e esfriar a região, mas não garantem recuperação rápida da nevose.

Especialistas destacam que a neve tende a ocorrer apenas em elevações altas, deixando áreas baixas mais expostas a secas. Caso o solo permaneça seco, a temporada de incêndios pode se estender. Pesquisadores ressaltam que a tendência de aquecimento continua a influenciar o regime hidrológico na região.

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