- Onda de calor é um período em que as temperaturas ficam muito acima da média por pelo menos cinco dias consecutivos, geralmente pelo menos 5 °C acima da média histórica.
- Ela ocorre quando há bloqueios atmosféricos de alta pressão, que geram ar seco, pouca nebulosidade e pouca chuva, tornando o tempo mais quente; pode acontecer em qualquer estação, mas é mais intensa na primavera e no verão.
- Os riscos incluem sobrecarga no sistema elétrico, impacto na agricultura, maior risco de incêndios e irritação das vias respiratórias pela baixa umidade.
- Cuidados: manter hidratação constante, evitar álcool e cafeína, reduzir exposição ao sol entre 10h e 16h, usar roupas leves, manter ambientes ventilados ou climatizados e cuidar de grupos vulneráveis; nunca deixar crianças ou animais em veículos; evitar queimadas.
- Tendência: ondas de calor mais frequentes e intensas com as mudanças climáticas; os anos de 2023 e 2024 foram os mais quentes desde o período pré-industrial, e 2024 superou o limite de segurança de 1,5 °C segundo o Acordo de Paris.
As ondas de calor estão se tornando mais frequentes e intensas no Brasil e ao redor do mundo. O fenômeno pode ocorrer em qualquer estação, mas é mais comum na primavera e no verão, com maior insolação diária. A observação de organismos internacionais aponta para esse risco há décadas.
Entre 2023 e 2024, a temperatura global atingiu marcas sem precedentes desde o período pré-industrial. Em 2024, a média mundial de temperatura, considerando oceano e atmosfera, excedeu pela primeira vez o limiar de alerta de 1,5°C do Acordo de Paris. Dados reforçam a gravidade do aquecimento.
O que é e como se caracteriza uma onda de calor
Onda de calor, ou bolha de calor, é um período de dias ou semanas em que as temperaturas ficam muito acima da média histórica. A Organização Meteorológica Mundial define o fenômeno quando há pelo menos 5°C de elevação por cinco dias consecutivos.
Como se forma uma onda de calor
Bloqueios atmosféricos gerados por altas pressões mantêm o ar parado por vários dias. A subsidência aquece, seca e freia a formação de nuvens, reduzindo a chuva. Céu claro, ar seco e radiação solar intensa são comuns nesses episódios.
Perigos associados ao calor intenso
- Sobrecarga no sistema elétrico: uso intenso de ar-condicionado eleva demanda e pode causar oscilações na rede.
- Impactos na agricultura: estresse térmico e maior evapotranspiração elevam custos e reduzem a produtividade.
- Risco de incêndios: calor e ar seco facilitam queimadas.
- Baixa umidade: níveis abaixo de 30% aceleram irritações respiratórias e agravam doenças.
Cuidados essenciais durante uma onda de calor
Hidratação constante e evitar alcoólicos e cafeína ajudam a reduzir desidratação. Reduzir exposição ao sol entre 10h e 16h é crucial. Ambientes devem ter ventilação e, se possível, climatização. Atenção a idosos, crianças, gestantes e pacientes crônicos.
Tendência: ondas de calor mais frequentes e intensas
Com as mudanças climáticas, episódios de calor extremo tornam-se mais comuns, longos e intensos. Estudos indicam aumento na frequência e na duração, o que reforça a necessidade de monitoramento e adaptação social.
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