- A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência entrega o prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher a pesquisadoras com destaque em três áreas do conhecimento, nesta quarta-feira, dia 11, em São Paulo.
- Uma das homenageadas na categoria Ciências Biológicas e da Saúde é Luísa Lina Villa, professora da Faculdade de Medicina da USP e colaboradora do Icesp.
- O trabalho de Villa foca no Papilomavírus Humano (HPV), com contribuições para entender a infecção, o risco de câncer de colo do útero e a eficácia das vacinas contra o HPV.
- As pesquisas também tiveram foco em homens, ajudando a mapear a transmissão e os riscos, além de reforçar a prevenção por meio de vacinas.
- Hoje, a vacinação contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS para as faixas indicadas, e o uso das vacinas tem mostrado redução de infecções e de doenças associadas ao HPV em diferentes países.
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência entrega, nesta quarta-feira, o prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher. A honraria reconhece pesquisadoras com trajetórias de destaque em Humanidades, Ciências Biológicas e da Saúde, e Engenharias, Exatas e Ciências da Terra. A cerimônia ocorre à tarde, em São Paulo.
A data comemora o Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência, criado pela ONU em 2015 para promover a igualdade de gênero na ciência. A premiação valoriza trajetórias que contribuíram para avanços científicos e políticas públicas.
Entre as homenageadas na categoria Ciências Biológicas e da Saúde está Luísa Lina Villa, professora da Faculdade de Medicina da USP e colaboradora do ICESP. Sua indicação destaca pesquisas sobre o Papilomavírus Humano (HPV) e seu papel na saúde feminina.
O currículo de Villa envolve quase três décadas de atuação, com passagem pelo Instituto Ludwig, referência em pesquisas sobre câncer, e continuidade de trabalhos na USP. O foco inclui HPV, síndromes associadas e prevenção por meio de vacinas.
Estudos realizados por sua equipe ajudaram a comprovar a segurança e a eficácia das vacinas contra o HPV. A pesquisa também avaliou a relação entre infecções persistentes e o risco de tumores, principalmente no colo do útero.
Além das mulheres, as investigações incluíram análises sobre HPV em homens, apontando taxas de infecção e possíveis vias de transmissão. Os resultados contribuíram para orientar estratégias de prevenção e diagnóstico.
Villa destaca que o marco das vacinas mudou políticas públicas, com a imunização por meio do SUS para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de grupos específicos até 45 anos. A atuação também reforça a importância da cobertura vacinal.
Segundo a pesquisadora, a ampliação da vacinação e a melhoria na compreensão do HPV contribuíram para reduzir infecções e doenças associadas. Ela ressalta o papel de equipes multidisciplinares na progressão da ciência no Brasil.
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