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Lança-perfume e loló: a mesma coisa? entenda a química

Lança-perfume e loló não são a mesma substância; diferença química e riscos à saúde justificam cautela e fiscalização

Fotografia de nuvens coloridas com curvas dimensões distintas.
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  • O lança-perfume chegou no Brasil no início do século XX como perfume corporal e, com o tempo, ganhou uso nos bailes carnavalescos; hoje, ele é diferente do loló, apesar de correlações na rua.
  • O lança-perfume atual costuma ter formulação mais complexa, com gases que ajudam a volatilização e flavorizantes para mascarar odores; o loló é geralmente uma mistura mais simples de álcool, clorofórmio, éter e, às vezes, gasolina.
  • Pesquisas mostram que amostras de lança-perfume podem ter até 109 substâncias diferentes, enquanto loló varia de 7 a 41 compostos; o uso pré‑1960 era mais regulado, e a partir da proibição houve variação na qualidade.
  • Efeitos incluem euforia rápida, tontura e queda de juízo, com riscos como parada cardíaca, arritmias, convulsões e lesões neurológicas; a prática pode ocorrer em ambientes sem ventilação.
  • Cuidados e orientações: não usar sozinho, evitar misturar com outras substâncias, reduzir a frequência de uso e buscar ajuda médica se houver sinais de crise; em emergências, acione o SAMU pelo número 192.

O lança-perfume não é a mesma coisa que o loló. A diferença começa na composição química e na origem histórica, conforme estudos e avaliações de especialistas. A prática de inalar essas substâncias já foi comum em carnavais do século passado, mas hoje é alvo de preocupações de saúde pública.

O lançamento de fragrâncias com efeitos psicoativos ganhou popularidade no Brasil no início do século 20, quando o lança-perfume era produzido como cosmético. Com o tempo, ganhou uso recreativo nos bailes, muitas vezes sem fiscalização adequada.

Em 1961, após mortes associadas ao uso, a produção, venda e consumo do lança-perfume foram proibidos no Brasil. Mesmo assim, surgiram variantes e a diferença entre as duas substâncias passou a gerar dúvidas entre usuários.

Diferenças químicas e de uso

O lança-perfume costuma conter gases para facilitar a volatilização e flavorizantes para mascarar odores. O loló, em geral, é uma mistura mais simples de solventes como álcool, clorofórmio, éter e, às vezes, gasolina.

Pesquisas da Universidade Federal do Rio de Janeiro analisaram amostras apreendidas pela Polícia Civil do Rio. Verificou-se que o lança-perfume apresenta mais substâncias (até 109 em uma amostra) do que o loló (7 a 41).

Essa diversidade reflete a fiscalização mais rígida que houve para o lança-perfume no passado e a variedade de misturas atuais do loló. A composição influencia a intensidade do efeito e o risco à saúde.

Poppers, riscos e orientações

O poppers é outra droga inalável, distinta dos solventes voláteis usados em loló e lança-perfume, por envolver nitritos de alquila. O efeito é diferente, com vasodilatação, e traz riscos como quedas de pressão e irritação ocular.

Caso haja uso, evitar ambientes fechados, não misturar com álcool ou depressoras do SNC e não agir sozinho. Em emergências, acione o SAMU pelo 192 e coloque a vítima na posição lateral de segurança.

Para reduzir danos, a orientação médica é evitar o uso. Se já houve exposição, procure atendimento e informe os sintomas aos profissionais de saúde para avaliação adequada.

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