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Novo modelo de IA pode reduzir custos no desenvolvimento de fármacos proteicos

Modelo de linguagem otimiza códons em levedura industrial, aumentando a eficiência de produção de proteínas e reduzindo custos de desenvolvimento de bioprodutos

Using a large language model (LLM), MIT researchers analyzed the genetic code of industrial yeast Komagataella phaffii — specifically, the codons that it uses. The new MIT model could then predict which codons would work best for manufacturing a given protein.
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  • Pesquisadores do MIT usaram um modelo de linguagem grande para otimizar códons no genoma da levedura industrial Komagataella phaffii, visando aumentar a eficiência de produção de proteínas.
  • O objetivo é reduzir custos de desenvolvimento e fabricação de biológicos, incluindo vacinas e biotecnológicos, ao tornar o processo menos dependente de experimentos manuais.
  • O modelo foi treinado para entender a “língua” dos códons usados pela levedura e prever quais sequências de DNA geram maior produção de proteínas específicas.
  • Em seis proteínas testadas, as sequências otimizadas pelo modelo apresentaram melhor desempenho em cinco casos, superando quatro ferramentas comerciais de otimização de códons.
  • O estudo, que aparece na Proceedings of the National Academy of Sciences, também aponta que modelos específicos para cada espécie são mais precisos, e já envolve a comunidade científica com disponibilização do código.

O MIT desenvolveu um modelo de linguagem para otimizar códons de proteínas produzidas por leveduras industriais, visando reduzir custos de desenvolvimento e fabricação de biomedicamentos. O estudo usa Komagataella phaffii para melhorar a eficiência de produção de proteínas em seis alvos diferentes, incluindo hormônio de crescimento humano e um anticorpo monoclonal usado no tratamento do câncer.

A abordagem combina uma encoder-decoder de grande linguagem com dados de codons usados pela levedura. O modelo aprendeu padrões de codonização específicos de K. phaffii e previu quais códons seriam mais eficientes, aumentando a produção dos alvos em laboratório.

Os pesquisadores comparam a nova técnica com quatro ferramentas comerciais de otimização de códons. Em experimentos, as sequências otimizadas pelo modelo MIT resultaram nas melhores produções para cinco proteínas e na segunda posição para a sexta. A equipe observa melhoria na confiabilidade do processo.

Codificação genética e eficiência de produção

A levedura K. phaffii, amplamente utilizada na indústria, produz bilhões de dólares em proteínas e vacinas anualmente. O estudo analisa como ajustar a sequência de DNA para favorecer a expressão, levando em conta a disponibilidade de tRNA e padrões de uso de códons.

Entre os alvos testados estão hormônio do crescimento humano, albumina sérica humana e trastuzumabe, utilizado no tratamento de câncer. Os resultados sugerem que a IA pode tornar o desenvolvimento de biológicos mais rápido e previsível, reduzindo etapas experimentais.

O MIT planeja disponibilizar o código para outros pesquisadores interessados em K. phaffii ou em outras espécies. A abordagem também foi testada com dados de humanos e bovinos, indicando que modelos específicos por espécie podem ser necessários para otimizar códons de proteínas alvo.

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