- O Ministério da Saúde enviou equipe emergencial para Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, acompanhada por especialistas do EpiSUS, para ampliar atendimento a crianças com suspeita de coqueluche.
- A DSEI Yanomami confirmou oito casos na região, com três óbitos sob investigação; demais pacientes foram encaminhados para hospitais em Boa Vista e estão em tratamento.
- Cerca de cinquenta profissionais atuam no território, realizando busca ativa, coleta de amostras e reforço da vacinação em aldeias próximas.
- O Esquema Vacinal Completo para crianças de até um ano subiu de 29,8% em 2022 para 57,8% em 2025; para menores de cinco anos, de 52,9% para 73,5%.
- Em setembro de 2025 entrou em operação o Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami, em Surucucu, para ampliar atendimento e reduzir a necessidade de remoções a centros urbanos.
Equipes de saúde indígena e o EpiSUS reforçam atendimento a crianças com suspeita de coqueluche no território Yanomami. Profissionais chegaram a Surucucu na segunda-feira (16/02) para busca ativa, vacinação infantil e apoio clínico.
O DSEI Yanomami confirmou oito casos de coqueluche na região, com três óbitos. O trabalho ocorre no polo base de Surucucu, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, com atuação de médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e socorristas, somando especialistas do EpiSUS.
No total, cerca de 50 profissionais atuam no território, buscando novos casos, coletando material para exames e reforçando a vacinação em aldeias vizinhas. Pacientes com diagnóstico confirmado foram encaminhados para hospitais em Boa Vista; duas crianças já receberam alta e retornaram às comunidades.
Dados de vacinação
No DSEI Yanomami, o Esquema Vacinal Completo (EVC) de crianças com menos de um ano apresentou evolução expressiva. Em 2022, 29,8% tinham o EVC completo; em 2025, passou para 57,8%. Entre crianças com menos de cinco anos, o crescimento foi de 52,9% para 73,5%.
Intervenção e gestão territorial
Weibe Tapeba, secretário de Saúde Indígena, destacou o aumento da força de trabalho como fator-chave no combate aos vazios assistenciais. De 2023 até agora, o DSEI passou de 690 para 1.855 profissionais contratados, crescimento de 169%.
“Mais profissionais de saúde mobilizados no distrito garantem atendimento direto nas aldeias e resposta rápida. Além das vacinas, é possível realizar testes e exames no território, como o de gota espessa”, informou Tapeba.
Centro de Referência em Surucucu
Em setembro de 2025, o Centro de Referência em Saúde Indígena (CRSI Xapori Yanomami) passou a funcionar no território, com investimento federal próximo de 29 milhões de reais. A unidade amplia atendimento a casos graves e reduz necessidade de remoções.
A estrutura atende cerca de 10 mil indígenas de 60 comunidades, respeitando as especificidades culturais e epidemiológicas, com serviços de saúde, logística e infraestrutura no local.
Observação final
O funcionamento do CRSI busca integrar ações de vigilância, atendimento básico, confirmação diagnóstica e encaminhamento ágil, fortalecendo a assistência aos povos Yanomami. O Ministério da Saúde acompanha os desdobramentos e a evolução do quadro epidêmico na região.
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