- A empresa Fred Olsen Renewables quer instalar oito aerogeradores em Scawd Law, próximo a Walkerburn, nas Borders.
- A ONG Restoring Upland Nature (RUN) estima que possam ocorrer até 14 incidentes de colisão de águias-douradas ao longo de quarenta anos de operação.
- RUN sustenta que esse número seria maior do que o risco total de colisões em todos os outros 41 parques eólicos na região sul da Escócia juntos.
- RUN afirma que Moorfoot Hills abriga pares de águias e que o Scawd Law traria risco inaceitável à população local; também afirma que dados do desenvolvedor estão desatualizados.
- A empresa diz que suas avaliações ornitológicas são adequadas, que está em diálogo aberto com as partes interessadas e destaca um fundo comunitário de 8 milhões de libras.
A organização conservacionista RUN e a empresa Fred Olsen Renewables voltaram a discutir a viabilidade de um parque eólico próximo a Walkerburn, nos Borders, no sul da Escócia. A proposta é instalar oito turbinas no Scawd Law, com o objetivo de apoiar a população de águias-carecas na região. RUN questiona o risco de colisões com as aves.
RUN, antiga South of Scotland Golden Eagle Project, afirma que poderia haver 14 incidentes de colisão ao longo de 40 anos de operação do parque. A organização argumenta que esse número é superior ao risco estimado de colisões em todos os outros 41 parques eólicos já existentes na área sul da Escócia.
A Fred Olsen Renewables sustenta que conduz avaliações ornitológicas com seriedade e afirma não concordar com a interpretação de RUN sobre seus dados. A empresa aponta que o projeto inclui um fundo de benefício comunitário de 8 milhões de libras e que as avaliações consideram licenças e requisitos regulatórios, além de manter diálogo aberto com as partes interessadas.
O RUN destaca ainda que os dados utilizados pela desenvolvedora estariam defasados e subestimariam a atividade das águias na área. A empresa responde que as avaliações contaram com apoio de especialistas independentes e que os impactos previstos foram plenamente avaliados.
Entre os fatos ocorre a história de sucesso das águias, com o primeiro filhote liberado em 2018, no Moffat Hills, vindo das Highlands. Naquela época, a população da região sul era restrita, com apenas duas a quatro posturas reprodutivas. Hoje, o número está em torno de 50 indivíduos, com avanços para o inglês, segundo fontes ligadas à conservação.
Enquanto RUN mantém as preocupações sobre o local do Scawd Law, a desenvolvedora diz continuar aberto ao diálogo com as partes interessadas e reforça que o projeto é adequado para a área local. A disputa envolve ciência, interesses comunitários e conservação de longo prazo das águias na fronteira entre Escócia e Inglaterra.
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