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Bebidas açucaradas elevam em 34% risco de ansiedade em adolescentes, diz estudo

Pesquisas com nove estudos publicadas entre 2000 e 2025 indica que o consumo frequente dessas bebidas pode afetar a saúde mental dos jovens e é um fator que pode ser reduzido.

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Foto: Reprodução
  • Adolescentes de 10 a 19 anos que consomem bebidas açucaradas regularmente têm 34% mais risco de transtornos de ansiedade, segundo revisão com meta-análise.
  • Os estudos incluídos são observacionais, o que significa apenas associação, não causalidade.
  • A revisão reuniu pesquisas publicadas entre 2000 e 2025.
  • Os resultados foram divulgados neste mês no Journal of Human Nutrition and Dietetics.
  • Pode haver explicações alternativas, como a ansiedade levando ao maior consumo, ou fatores comuns como situação familiar e distúrbios do sono.

A revisão sistemática com meta-análise ráspido aponta que adolescentes que consomem bebidas açucaradas regularmente apresentam 34% mais risco de desenvolver transtornos de ansiedade. A pesquisa envolveu estudos publicados entre 2000 e 2025, com jovens de 10 a 19 anos.

Os resultados foram divulgados neste mês pelo Journal of Human Nutrition and Dietetics. Por se tratar de estudos observacionais, a relação encontrada indica associação, e não causalidade entre o consumo de bebidas açucaradas e ansiedade.

Os autores analisaram pesquisas publicadas entre 2000 e 2025 e selecionaram nove estudos que atenderam aos critérios da revisão, sendo sete transversais e dois longitudinais.

Nos dois trabalhos que acompanharam os participantes ao longo do tempo, a associação foi pequena, mas persistente por cerca de um ano, o que reforça a hipótese de um vínculo, ainda que sem apontar direção clara.

Como a maior parte das evidências vem de estudos observacionais, o próprio artigo destaca que o achado deve ser interpretado como associação, e não como prova de causalidade.

Na prática, isso significa que o consumo de bebidas açucaradas pode caminhar junto com a ansiedade, mas não dá para afirmar apenas com esses dados que uma coisa causa a outra.

Limitações

A revisão cita limitações típicas desse tipo de evidência, como variações na forma de medir o consumo e diferenças metodológicas entre os estudos, o que reduz a precisão das comparações.

Por isso, os autores recomendam cautela na leitura do resultado e defendem mais pesquisas com desenho experimental para esclarecer o vínculo.

Implicações

Mesmo sem afirmar causa e efeito, o estudo sustenta que reduzir bebidas com adição de açúcar pode ser uma estratégia plausível dentro de ações de saúde na adolescência, por se tratar de um fator potencialmente modificável.

Diretrizes internacionais e recomendações de saúde pública já defendem diminuir o consumo de açúcares livres ao longo da vida, e bebidas açucaradas costumam ser uma das principais fontes desse excesso.

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