- Pesquisadores do MIT criaram um método de fabricação que permite autenticação entre dois chips com uma “impressão digital” compartilhada, sem armazenar informações secretas fora do chip.
- A técnica usa uma função física in clonável (PUF) compartilhada por dois chips, obtida ao longo da borda durante a fabricação por meio de breakdown de oxido de gate, gerando estados de falha correlacionados.
- Ao serem picados da pastilha, cada chip recebe um par de transistores com randomness compartilhado, permitindo que um chip autentique o outro sem depender de um servidor externo para registrar dados.
- O protótipo de pares PUF duplos mostrou confiabilidade superior a 98 por cento, o que facilita autenticação segura com baixo custo e compatível com processos CMOS padrão.
- A pesquisa aponta potencial para dispositivos com restrições de energia e pares de dispositivos não intercambiáveis, como sensores médicos ingeríveis e patches que monitoram a saúde gastrointestinal, além de enfatizar que a técnica evita a sobrecarga de protocolos de segurança.
O MIT apresentou uma técnica de fabricação que permite autenticação segura entre dois chips usando uma “impressão digital” compartilhada, sem armazenar informações secretas fora do silicon. Chamado twin PUF, o método promete melhorar privacidade e eficiência energética em sistemas com pares de dispositivos.
A equipe liderada por Eunseok Lee, estudante de doutorado em EECS, divulgou o trabalho na conferência IEEE International Solid-State Circuits Conference. O estudo envolve pesquisadores de MIT e foi financiado por Lockheed Martin, entre outros, com o objetivo de reduzir vulnerabilidades associadas ao armazenamento de dados de autenticação.
Como funciona
Os pesquisadores dividiram um chip projetado de forma especial durante a fabricação, de modo que cada metade apresente uma impressão digital idêntica, única para o par de chips. Esse PUFTwin permite que cada chip se autentique diretamente com o outro, sem depender de dados em servidores externos.
Para gerar a impressão, transistores na borda de dois chips passam por breakdown de isolante sob LED de baixo custo, criando estados de falha com variação microscópica. A partir desses estados, é obtida uma chave secreta compartilhada com alta confiabilidade.
Potenciais aplicações
O método é compatível com processos CMOS padrão e não requer materiais especiais, reduzindo custos. Pode ser útil em dispositivos com restrições de energia, como sensores ingeríveis e patcheswearables conectados, que monitoram condições gastrointestinais.
Conforme os autores, a solução aumenta o nível de segurança ao não exigir armazenamento de informações de identificação. O próximo passo aponta para versões que preservem o randomness compartilhado diretamente nos transistores, fortalecendo a base física da segurança.
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