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Três perguntas sobre mecanismos das mudanças na infecção

Nova pesquisadora do MIT investiga como o cérebro e o sistema imune modulam a doença, incluindo mudanças de apetite e sono durante a infecção

Assistant Professor Zuri Sullivan studies how interactions between the immune system and the brain promote host defense during illness.
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  • Zuri Sullivan, nova professora assistente de biologia no MIT e membro do Whitehead Institute, pesquisa por que ficamos doentes e como a doença pode afetar o apetite e o comportamento.
  • A sickness nasce da interação entre cérebro e sistema imune, com o cérebro influenciando defesa do hospedeiro e comportamentos fisiológicos como febre e alterações no apetite.
  • Sullivan vê a doença como um processo adaptativo que contribui para a defesa do hospedeiro, conectando processos imunes a mudanças em nível celular, tecidual e do organismo.
  • Ela busca unir áreas de biologia para entender questões de todo o organismo, valorizando profissionais criativos e colaborações interdisciplinares.
  • As parcerias previstas incluem trabalhos com o laboratório de Sebastian Lourido sobre Toxoplasma gondii e com Siniša Hrvatin, com foco no hipotálamo e em comportamentos de homeostasia que mudam durante a enfermidade.

Zuri Sullivan, professora assistente de biologia no MIT e membro do Whitehead Institute, investiga por que adoecemos e se aspectos do mal-estar, como a perda de apetite, ajudam a defesa do hospedeiro. A pesquisa cruza neurociência, microbiologia, fisiologia e imunologia para explicar o mecanismo da doença.

A visão da pesquisadora distingue imunidade de dois modos: programas antimicrobianos e o estado de doença que acompanha a infecção. O mal-estar surge da comunicação entre cérebro e sistema imune, que pode exercer controle global sobre funções corporais e comportamento.

Sullivan defende que o adoecimento pode ser um processo adaptativo que reforça a defesa do hospedeiro, conectando processos celulares, teciduais e do organismo. O foco é entender como o sistema imune comunica ao cérebro para alterar comportamento e fisiologia, como febre e mudança de apetite.

Colaboração e foco de pesquisa

Ela busca reunir conhecimentos diversos para perguntas amplas sobre o organismo. O objetivo é contar com pessoas criativas, que tragam ideias novas mesmo que desafiem pressupostos. A colaboração com o Whitehead Institute facilita um trabalho interdisciplinar.

A pesquisadora já colabora com o laboratório de Sebastian Lourido, estudando como Toxoplasma gondii influencia o comportamento social, e planeja ampliar esse projeto. Também colabora com Siniša Hrvatin, que investiga o hipotálamo e mecanismos de torpor, área central para entender comportamentos de fome, sono e temperatura.

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