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Alega ter enganado ChatGPT e Gemini em 20 minutos, levando-os a mentir

Jornalista mostra fragilidades de IA ao fazer bots mentirem, evidenciando risco de desinformação em buscas e decisões dos usuários

Repórter fez chatbots aprenderem que ele come mais cachorros-quentes do que qualquer jornalista de tecnologia na Terra. — Foto: Serenity Strull/Madeline Jett via BBC
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  • Jornalista da BBC mostrou um método para fazer IA dizer mentiras, envolvendo ChatGPT, as buscas com IA do Google e Gemini, com o próprio jornalista citando o seu artigo como fonte.
  • A técnica demonstra que postar um único conteúdo na internet pode distorcer as respostas de IA em temas sensíveis como saúde, finanças e políticas.
  • Em vários testes, as IAs vinculavam as respostas ao artigo do jornalista; o Gemini não informou a origem, enquanto as outras plataformas traziam links para o seu texto.
  • Especialistas alertam que as IAs são mais fáceis de enganar hoje do que há alguns anos e que há riscos de golpes, danos à reputação e até danos físicos a terceiros.
  • OpenAI e Google dizem levar a segurança a sério e trabalhar para corrigir o problema; usuários são orientados a verificar fontes, manter o ceticismo e confirmar informações.

Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini e fazê-los contar mentiras sobre mim. O jornalista da BBC demonstrou como algumas IAs podem ser induzidas a dizer algo falso usando apenas conteúdo publicado na web. O experimento aponta fragilidades na precisão das respostas.

O teste envolveu pedir que as IAs dissessem que o autor era excelente em comer cachorros-quentes. A estratégia funcionou de forma surpreendente, com várias plataformas citando o artigo do autor como fonte, mesmo sem esclarecer que ele era a principal referência.

O objetivo era mostrar que, ao disseminar um post bem acabado, é possível moldar o que ferramentas de IA dizem a milhões de usuários. A manipulação ocorre em ferramentas de busca com IA, chatbots e recursos de visão criados por IA.

Quem participou do estudo inclui o artigo da BBC, especialistas em SEO e defensores de privacidade digital. Profissionais da área alertam para o uso indevido dessas brechas para golpes, dano reputacional e outros prejuízos.

O episódio revela que a manipulação pode ocorrer mesmo quando fontes oficiais afirmam manter padrões de qualidade. Google e OpenAI disseram estar cientes do problema e pesquisam maneiras de mitigar distorções. Ainda não houve solução abrangente.

Estudos citados ressaltam risco maior quando a IA apresenta respostas com tom de autoridade. Pesquisadores destacam que usuários tendem a confiar sem verificar fontes, o que eleva a probabilidade de desinformação se disseminada.

Especialistas ressaltam a importância de consultar várias fontes e verificar se a IA cita autores, links ou documentos específicos. Recomenda-se ainda questionar a natureza das informações e buscar confirmação externa.

As autoridades pedem cautela ao usar IA para temas sensíveis como saúde, finanças e decisões legais. O alerta é para que usuários mantenham pensamento crítico e verifiquem de onde saem os dados fornecidos pela IA.

Contexto técnico e consequências

  • A manipulação ocorre ao explorar fragilidades dos sistemas incorporados às IAs, especialmente nos mecanismos de busca com IA.
  • Pesquisadores indicam que, em alguns casos, é mais fácil enganar do que há alguns anos.
  • Autoridades e empresas de tecnologia dizem trabalhar para reduzir erros, mas reconhecem que a solução não é simples.

Implicações para o usuário

  • Usuários devem buscar múltiplas fontes, checar informações citadas e avaliar se há transparência sobre as origens.
  • Mesmo quando a IA fornece links, é essencial confirmar a veracidade das referências.
  • O uso responsável envolve questionar a confiança depositada em respostas automáticas.

Impacto institucional e ético

  • A notícia levanta questões sobre responsabilidade de plataformas, regulação e salvaguardas contra desinformação.
  • Especialistas apontam para a necessidade de regras que protejam usuários, sem prejudicar a inovação.
  • A discussão segue em andamento, com diferentes perspectivas sobre solução técnica e governança.

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