- Estudo de Harvard acompanhou treze milhões de pessoas ao longo de quarenta e três anos e associou café e chás cafeinados à proteção cerebral.
- O benefício aparece com consumo moderado: duas a três xícaras de café por dia ou uma a duas de chá com cafeína, ligados a queda de até vinte por cento no risco de demência.
- Os efeitos foram observados mesmo entre pessoas com maior risco genético de Alzheimer, indicando que a cafeína pode ter papel central.
- O café descafeinado não mostrou os mesmos resultados, sugerindo que a cafeína é o principal componente relacionado ao benefício.
- Ainda que sugestivo, o estudo é observacional e não prova causalidade; outros hábitos de vida e fatores como sono, dieta e atividade física também influenciam a saúde cerebral.
O consumo moderado de café e de chás com cafeína pode estar ligado a um menor risco de demência e declínio cognitivo, aponta estudo de Harvard que acompanhou 131 mil pessoas ao longo de 43 anos. A pesquisa observacional sugere benefício sobretudo com duas a três xícaras diárias de café ou uma a duas de chá cafeinado. Não houve conclusão de causalidade.
Os autores analisaram dados de duas pesquisas de longo prazo com profissionais de saúde, que responderam questionários sobre dieta e hábitos, além de avaliações cognitivas periódicas. Ao todo, mais de 11 mil participantes desenvolveram demência nesse período.
O estudo, publicado no JAMA, aponta que o benefício maior é observado com consumo moderado. A redução do risco varia de 15% a 20%, não havendo ganho adicional além da terceira xícara. E os efeitos ocorreram mesmo entre pessoas com maior risco genético para Alzheimer.
A cafeína parece ser o principal componente relacionado ao efeito, já que o consumo de café descafeinado não mostrou os mesmos resultados. Outros compostos do café, como polifenóis, são estudados, mas não indicam benefício consistente no estudo.
Embora os resultados sejam consistentes com hipóteses anteriores, os pesquisadores destacam que fatores como idade, peso, dieta, sono, exercícios e vínculos sociais influenciam a saúde cerebral. O café não é uma solução isolada contra a doença.
Além disso, o texto reforça que o consumo excessivo de cafeína pode trazer efeitos adversos, como ansiedade e sono alterado. A recomendação geral é manter até 400 mg de cafeína por dia, o equivalente a cerca de cinco xícaras de café. Crianças devem evitar cafeína.
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