- A vedação de resistência a líquidos e poeira, medida pela classificação IP, não é permanente e pode se desgastar com uso diário, quedas e pequenos respingos.
- Quedas, mesmo sem dano visível, ajudam a acelerar o desgaste da proteção e reduzir a eficácia contra água e poeira.
- Os testes de resistência costumam ocorrer com água doce em condições controladas; marcas recomendam atentar às especificações e limitações, incluindo usos específicos (praias, piscinas, etc.).
- Garantias podem não cobrir danos por água se a entrada de água for comprovada; houve casos de fiscalização e multas envolvendo publicidade sobre resistência a água.
- Ao comprar um aparelho usado, leia com atenção as especificações de uso e limites da resistência; em caso de chuva, se houver danos, o aparelho deve ser seco sem usar métodos não recomendados.
O celular resistente à água depende de vedação contra líquidos e poeira, mas essa proteção não é permanente. Fabricantes alertam que a eficiência da classificação IP diminui com o tempo, uso diário e quedas, mesmo sem danos visíveis. Assim, a garantia pode não cobrir danos causados por infiltração após desgaste.
A avaliação de proteção é baseada em normas da IEC. O código IP indica resistência a sólidos (primeiro dígito) e água (segundo dígito). Proteções como IP67 e IP68 são comuns entre smartphones, porém variam conforme condições de uso.
Para o consumidor, a dúvida frequente é se a vedação permanece eficaz em aparelhos usados ou comprados de segunda mão. A orientação dos fabricantes não garante desempenho indefinidamente. O desgaste natural dos componentes reduz a vedação com o tempo e uso.
Quedas em celulares com proteção IP também ajudam a desgastá-la. Mesmo sem quebras, impactos pequenos podem comprometer as vedações ao longo do tempo. Em situações de chuva, a recomendação é secar o dispositivo cuidadosamente e evitar métodos inadequados.
A qualidade da vedação costuma ser detalhada em notas de rodapé ou páginas de suporte, com informações que nem sempre aparecem de forma clara. Segundo especialistas ouvidos pelo guia de compras, a ausência de explicações claras pode violar o Código de Defesa do Consumidor.
Caso haja defeito coberto pela garantia e haja indícios de entrada de água, a assistência pode negar o reparo. Há histórico de fiscalização e multas relacionadas a práticas de divulgação da resistência à água por fabricantes. Em 2020 houve notificação da Apple pelo Procon-SP.
No ano seguinte, o Procon-SP multou a Apple em razão da venda de iPhones sem carregador, citando publicidade de resistência à água como enganosa. A Apple afirma em site oficial que danos por líquido não são cobertos pela garantia, mas reconhece possíveis direitos conforme o CDC.
Para quem avalia a compra, vale conferir o nível de proteção e as condições de uso apresentadas pelo fabricante antes da aquisição. A ausência de informações claras pode ser interpretada como falha de transparência.
Qual o nível de proteção do seu aparelho?
A classificação IP vem acompanhada por especificações que devem constar no site do fabricante e no manual do celular. O primeiro dígito indica proteção contra objetos sólidos; o segundo contra água. Abaixo, um resumo das leituras comuns:
- 1º dígito: objetos sólidos (de 0 a 6, com X para não aplicável)
- 2º dígito: água (de 0 a 8, com X para não aplicável)
- 0: sem proteção
- 1: gotas de água
- 2: gotas com inclinação
- 3: borrifos
- 4: respingos
- 5: jatos de água
- 6: à prova de poeira
- 7: imersão até 1 m por 30 minutos
- 8: imersão até 1,5 m por 30 minutos
- 9: jatos de água em alta pressão e alta temperatura
Em lojas online, há exemplos de aparelhos com IP67 e IP68, com preços que variam conforme modelo e data de aquisição.
Entre os modelos listados estão iPhone 17, Jovi Y31 4G, Moto Edge 60 Neo, Oppo Reno 14F, Realme 15T, Samsung Galaxy A56 e Xiaomi Redmi Note 15 Pro. Os valores observados variaram, em fevereiro, entre aproximadamente R$ 2.200 e R$ 7.200.
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