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Brasil precisa de mais rigor no controle do desmatamento para Net Zero até 2050

Estudo da Unesp indica que desmatamento é a principal fonte de emissões no Brasil; sem ele, o país pode ter balanço de CO₂ negativo até 2050

Fotografia de uma área desmatada na Amazônia.
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  • O estudo aponta que as emissões do Brasil vêm principalmente do desmatamento, estimadas em around 1 bilhão de toneladas de CO₂ por ano entre 2015 e 2022.
  • Sem desmatamento ilegal, o país poderia ter balanço de CO₂ negativo, removendo mais do que emite, o que ajudaria a alcançar Net Zero até 2050.
  • A análise usa a plataforma Climate TRACE, que usa imagens de satélite e IA para estimar emissões e remoções de CO₂ nos biomas brasileiros.
  • Além da Amazônia, biomas como Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa têm papel importante nas remoções de CO₂, especialmente em anos de chuvas adequadas.
  • Para atingir o Net Zero até 2050, é essencial reduzir drasticamente o desmatamento e manter políticas de preservação que demonstrem remoções associadas à vegetação natural.

O estudo inédito da Unesp identifica o desmatamento como a principal fonte de emissões de CO2 no Brasil. Sem o corte ilegal de florestas, o país pode alcançar um balanço negativo de carbono, contribuindo para o objetivo Net Zero até 2050. A pesquisa destaca a importância dos biomas, da Amazônia à Caatinga.

Utilizando a plataforma Climate TRACE, que soma dados de satélite e IA, a equipe mede emissões e remoções de CO2 em nível global, com foco no Brasil entre 2015 e 2022. O estudo considera setores como uso da terra, agricultura, transporte e indústria.

Entre 2015 e 2022, as emissões associadas ao desmatamento ficaram em torno de 1 bilhão de toneladas de CO2 por ano. Outros grandes emissores do país são a agricultura e os setores de energia e transporte, com valores constantes ao longo do período.

Por outro lado, as remoções de CO2 pela vegetação variaram conforme chuvas e condições ambientais. Em alguns anos, as remoções superaram as emissões, resultando em balanços líquidos negativos, especialmente quando o desmatamento era menor.

Em cinco dos oito anos da série, se o desmatamento não tivesse ocorrido, o balanço líquido de CO2 seria negativo. Ou seja, o Brasil teria removido mais CO2 do que emitiu nesses períodos.

A pesquisa destaca a atuação de todos os biomas na remoção de carbono, com a Caatinga ganhando relevância em anos de chuvas abundantes. O Cerrado também apresenta papel-chave, assim como a Mata Atlântica e o Pampa, todos necessários à preservação ambiental.

Os resultados ressaltam a necessidade de reduzir o desmatamento e de fortalecer a contabilidade das remoções associadas à vegetação natural. Sem esse controle, a meta de neutralidade pode ficar comprometida.

Políticas conservacionistas já previstas no Brasil, como plantio direto e sistemas agroflorestais, aparecem como parte da,否则 estratégia. Entretanto, apenas a redução efetiva do desmatamento pode viabilizar o compromisso com o Acordo de Paris e o Net Zero até 2050.

A mensagem central é clara: manter os biomas brasileiros íntegros é essencial para o equilíbrio do clima. O estudo reforça que ações de conservação devem acompanhar avanços produtivos na agricultura e no uso da terra.

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