- Astrônomos identificaram a galáxia CDG-2, classificada como quase inteiramente feita de matéria escura (99,9%), com apenas 0,1% de matéria normal.
- A conclusão vem da análise de quatro aglomerados globulares, gravitacionalmente ligados, observados pelo Telescópio Hubble em imagens de uma região do céu.
- CDG-2 fica a cerca de 300 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Perseu, e tem luminosidade total de about 6 milhões de sóis.
- Os quatro aglomerados representam 16% dessa luminosidade, destacando a natureza pouco visível da galáxia.
- O estudo, publicado no The Astrophysical Journal Letters, usa também dados dos telescópios Euclid e Subaru e pode ajudar a entender a formação de galáxias de baixa luminosidade.
Cientistas identificaram uma galáxia com quase toda sua massa composta por matéria escura. O achado foi feito usando imagens do Telescópio Hubble e de outros telescópios, como Euclid e Subaru. A galáxia, apelidada de CDG-2, fica a 300 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Perseu.
A equipe buscava aglomerados globulares — conjuntos estelares brilhantes — em galáxias escuras. Observou quatro desses aglomerados próximos entre si, sem presença de objetos visíveis que os justificassem. A explicação aponta para uma galáxia com 99,9% de matéria escura.
CDG-2 está entre os objetos mais escuros já detectados pela astronomia. Sua luminosidade total equivale a 6 milhões de sóis; os quatro aglomerados representam 16% dessa emissão. Os pesquisadores destacam o papel da gravidade para formar galáxias de baixa luminosidade.
Descoberta
- O estudo foi publicado no The Astrophysical Journal Letters e combina dados de Hubble, Euclid e Subaru.
- A possível galáxia escura-2 representa um caso atual de formação de estruturas dominadas pela matéria escura.
- A observação se baseia na influência gravitacional exercida pela matéria invisível sobre a matéria normal nos aglomerados.
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