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Origem do cheiro característico de livros novos

O cheiro de livro novo vem da liberação de água e compostos voláteis gerados pelo processamento da folha, tinta e cola durante a fabricação

Ilustração cômica de um casal de ratos bem vestidos, sentados a mesa de um restaurante, saboreando folhas de livros. O rato faz uma avaliação do tempero das folhas enquanto é observado pela rata.
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  • O cheiro de livro novo surge de compostos voláteis liberados pela água e pelos componentes do papel, tinta e cola usados na produção.
  • Na fabricação do papel, a água participa de todo o processo e fica quase toda evaporada apenas na etapa final de embalagem, liberando substâncias como carbonato de cálcio e fibras de celulose.
  • A tinta offset, amplamente utilizada, usa óleo ou resina; a transferência da tinta ao papel acontece por meio de um cilindro de borracha após a gravação na chapa.
  • A cola também contribui, mas com efeito menor, pois o endurecimento ocorre mais rápido e há menos compostos voláteis remanescentes ao abrir o livro.
  • O aroma varia conforme o tipo de papel e o processo de produção; cadernos escolares, por exemplo, não têm o mesmo cheiro de um livro impresso com papel diferente.

O cheiro de livro novo tem origem em uma mistura de fatores químicos e processos da indústria gráfica. Além de tinta, entram na composição elementos usados no tratamento das folhas, água e cola.

O papel recebe água ao longo de toda a cadeia produtiva, cerca de 10 litros por folha A4. Na indústria, essa água serve para cozinhar lascas de madeira e lavar a massa de celulose.

Quando o livro é embalado, parte da umidade fica retida e libera compostos voláteis. Entre eles estão o carbonato de cálcio, que deixa o papel opaco, e fibras de celulose, responsáveis pelo aroma característico.

A tinta offset, comum na impressão, também contribui. Ela usa resina ou óleo e é transferida da chapa para o papel via cilindro de borracha, liberando compostos que perfumam o livro.

A cola entra na mistura, porém com peso menor. O endurecimento da cola ocorre rápido, reduzindo a liberação de voláteis no momento da abertura do exemplar.

O cheiro varia conforme o tipo de papel e o processo de fabricação. Cadernos escolares, por exemplo, carregam aromas diferentes de um romance, devido às diferenças de matéria-prima.

Fontes consultadas destacam a participação de especialistas como o professor Amaury Fernandes (UFRJ), além da Academia Brasileira de Letras e do Science History Institute, na compreensão do tema.

Informações adicionais sugerem que o aroma é resultado conjunto de água, tinta, cola e o ritmo de cura dos componentes. O perfume bibliotesco pode variar entre edições e fornecedores.

  • As explicações técnicas são baseadas em análises de processos industriais e materiais usados na produção de papel, tinta e cola.
  • O conteúdo não incentiva consumo, apenas explica a origem do cheiro associado a livros novos.

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