- Estudo do MIT mostra que conhecimento tacito pode ser identificado por meio de padrões de olhar e atividade cerebral durante classificação de imagens.
- Voluntários viram imagens com duas formas e, com o tempo, passaram a focar numa parte relevante para a classificação, sem perceber essa mudança.
- Ao visualizarem mapas de olho e de atenção, o desempenho na tarefa aumentou quando o conhecimento tacito ficou mais evidente.
- É a primeira pesquisa a mostrar que a atenção visual pode revelar conhecimento tacito em tarefas de classificação de imagens, sugerindo que esse conhecimento pode ser externalizado e aplicado para melhorar o aprendizado.
- Pesquisadores indicam que esse princípio pode se aplicar a outras áreas que exigem observação aguçada, como certos ofícios, esportes e diagnóstico médico por imagem; o estudo contou com apoio parcial da Takeda Pharmaceutical Company.
O estudo de MIT revela que conhecimentos tácitos podem ser identificados e até ensinados. Pesquisadores observaram como voluntários classificavam imagens de formas simples, enquanto registravam movimentos oculares e atividade cerebral. A constatação: a atenção mudou de forma inconsciente para pontos informativos.
Ao longo do experimento, 30 participantes viram mais de 120 imagens e foram instruídos a classificá-las em dois grupos. No início, atuavam como novatos, com acertos próximos do acaso. Com o tempo, a precisão aumentou, sugerindo aquisição de know-how tácito sem verbalização.
Nessa linha, sensores de EEG e câmeras de rastreamento ocular mostraram que a atenção convergia para a área da imagem que carregava mais informações para a classificação. Mesmo assim, os voluntários não conseguiam explicar esse deslocamento de foco.
Os mapas de olhar e de atenção, apresentados aos participantes, reforçaram a ideia de que o conhecimento tácito fica oculto no processo perceptivo. Ao visualizar esses mapas, alguns conseguiram aplicar a estratégia nos próximos itens, melhorando o desempenho.
Os pesquisadores destacam que o achado é específico do experimento, mas aponta para a possibilidade de tornar explícito um conhecimento implícito. A hipótese é de que técnicas semelhantes possam ser usadas para melhorar aprendizagem em áreas que exigem observação aguçada.
Entre as aplicações citadas estão ofícios que dependem de percepção apurada, esportes, artesanato e diagnóstico por imagem médica. O objetivo é facilitar a transferência de tática não verbal para o ensino formal.
O trabalho foi conduzido por pesquisadores do MIT, incluindo Alex Armengol-Urpi, Andrés F. Salazar-Gomez, Pawan Sinha e Sanjay Sarma, com apoio parcial da Takeda Pharmaceutical Company.
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