- Projeto Act Green, liderado pela Wildlife Conservation Society e com financiamento da NASA, criou mapa atualizável de habitats disponíveis para quatro espécies: tigre, bisão-americano, onça-pintada e leão-africano, para orientar restauração e rewilding.
- A abordagem combina sensoriamento remoto, dados de campo e inputs de especialistas para identificar habitats existentes e potenciais áreas de restauração, conectando paisagens para apoiar populações viáveis.
- Os mapas utilizam dados de 2001 a 2020 e incorporam o índice de pegada humana (human footprint index), que avalia impactos como população, estradas, agricultura, urbanização e iluminação noturna.
- Partes dos resultados já estão sendo usadas para decisões de conservação na América do Norte, incluindo identificação de habitats de pastagem para o bisão; também devem embasar discussões em eventos internacionais.
- A iniciativa busca apoiar metas globais de conservar até trinta por cento dos ecossistemas mundiais até 2030, fornecendo dados sobre onde habitats são estáveis, onde precisam de restauração e onde conectividades podem surgir.
A nova abordagem de mapeamento permite prever a disponibilidade de habitat para conservação de espécies. O projeto Act Green, liderado pela Wildlife Conservation Society (WCS) e financiado pela NASA, reuniu dados de sensoriamento remoto, informações de campo e contribuições de especialistas para mapear habitats de quatro espécies. O objetivo é indicar áreas atuais e potenciais para restauração e rewilding.
Os mapas mostram onde as espécies já ocorrem e apontam habitats potenciais para restauração. As informações ajudam ecólogos e conservacionistas a priorizar áreas com necessidade urgente de proteção ou onde a conectividade de paisagens pode favorecer o retorno de animais.
O estudo utiliza dados de 2001 a 2020, combinando cobertura do solo, relevo e um índice de Pegada Humana que integra população, estradas, agricultura, urbanização e iluminação noturna. Sobreposição com dados de especialistas define o tamanho mínimo de áreas e a viabilidade de populações estáveis.
A pesquisa expandiu o foco de tigres para três outras espécies: bisão americano, onças e leões africanos. Experimentos com cenas de campo, armadilhas fotográficas e registros de caça ilegal ajudam a classificar áreas como paisagens de conservação ou de restauração.
Desdobramentos e aplicações
As mapas já estão orientando decisões de conservação. Parcerias com comunidades indígenas nos EUA e no Canadá ajudam a localizar habitats de pradarias para planejar a reintrodução de bisões. O conjunto de dados também deve sustentar discussões na próxima cúpula da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias, no Brasil.
Segundo as autoridades, a metodologia, que parte de quatro espécies carismáticas, tem potencial para beneficiar outras espécies e ecossistemas ligados. Conservação de grandes animais implica manter ecossistemas íntegros com presas abundantes e processos ecológicos saudáveis.
Os responsáveis destacam que, mesmo com habitats relativamente estáveis, as populações podem oscilar. Contudo, a disponibilidade de habitat continua sendo um fator crucial para a recuperação de espécies.
As organizações continuam monitorando o uso dos mapas para ajustes de estratégias e financiamento, com foco em dados em tempo real e na identificação de áreas com maior potencial de retorno ecológico.
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