- A ANP notificou a família do agricultor Sidrônio Moreira, em Tabuleiro do Norte (CE), após suspeita de hidrocarbonetos semelhantes ao petróleo em dois poços perfurados na propriedade; a notificação foi recebida em vinte e quatro de julho de dois mil e vinte e cinco, e uma equipe técnica será enviada ao local.
- Os poços ficam no Sítio Santo Estevão, no Baixo Vale do Jaguaribe, topo da Chapada do Apodi, Sertão do Ceará, região que enfrenta problemas de abastecimento de água na zona rural.
- A primeira perfuração, iniciada em novembro de dois mil e vinte e quatro, ultrapassou quarenta metros sem atingir o lençol freático; houve material escuro com odor característico no local.
- Em segundo ponto, a cerca de cinquenta metros do primeiro, a escavação alcançou aproximadamente vinte e três metros e apresentou sinais parecidos, levando à suspensão das atividades.
- Amostra recolhida foi enviada ao IFCE, que encaminhou para análises externas; resultados preliminares indicam mistura de hidrocarbonetos com características semelhantes às do petróleo da Bacia Potiguar, mas ainda não confirmam jazida nem viabilidade econômica. A água da região pertence à União e, com o caso, a ANP orientou pausa de qualquer atividade até nova avaliação.
A ANP notificou a família do agricultor Sidrônio Moreira, em Tabuleiro do Norte (CE), após sinais de hidrocarbonetos em dois poços perfurados na propriedade. A notificação ocorreu na última terça-feira (3), com envio de equipe técnica ao local. Os poços foram perfurados com empréstimo de R$ 15 mil para garantir água na zona rural.
A propriedade fica no Sítio Santo Estevão, no Baixo Vale do Jaguaribe, no Sertão do Ceará, perto da Chapada do Apodi. Segundo a família, o sistema de água da comunidade sofre com baixa vazão e pressão, o que motivou a busca por fontes alternativas.
Primeiro achado e medidas iniciais
A primeira perfuração ocorreu em novembro de 2024, com mais de 40 metros de profundidade sem atingir o lençol freático; no lugar surgiu material escuro, viscoso e odor característico. Uma segunda perfuração, a cerca de 50 metros do primeiro ponto, atingiu aproximadamente 23 metros e também apresentou sinais similares, levando à suspensão.
Meses depois, uma amostra foi encaminhada ao IFCE, campus de Tabuleiro do Norte. O engenheiro Adriano Lima avaliou com cautela o material, devido à profundidade considerada rasa para petróleo. O IFCE buscou apoio externo para análises adicionais.
Análises e encaminhamentos
O material foi encaminhado ao Núcleo de Pesquisa em Economia de Baixo Carbono da UFRA, em Mossoró (RN). Testes preliminares indicaram uma mistura de hidrocarbonetos com características semelhantes às do petróleo encontrado na Bacia Potiguar, ainda sem confirmação de jazida ou viabilidade de exploração.
O IFCE informou à família que os recursos minerais pertencem à União, mesmo quando encontrados em propriedade privada, e orientou sobre procedimentos legais. A ANP foi comunicada e orientou a suspensão de atividades na área, além de comunicar à Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Ceará. Uma vistoria técnica será realizada, sem prazo definido.
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