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Neurônios recebem sinais de ensino sob medida durante a aprendizagem

Cérebro envia feedback específico a neurônios no aprendizado, sinalizando erros individuais e aproximando o cérebro de modelos de aprendizagem de máquina

MIT research suggests that the brain learns with surprising precision, sending targeted feedback to individual neurons so each one can adjust its activity in the right direction.
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  • Pesquisas da MIT mostram que o cérebro pode enviar feedback direcionado a neurônios específicos durante a aprendizagem, similar aos sinais de erro usados no aprendizado de máquina.
  • Em estudo com camundongos, os neurônios visados foram controlados via interface cérebro-computador, associando a atividade neural a um resultado visual e a uma recompensa.
  • Ao todo, oito a dez neurônios foram conectados ao feedback, de modo que alguns precisavam aumentar a atividade e outros, diminuir, para obter recompensas.
  • Os pesquisadores observaram sinais de erro opostos nas dendrites dos neurônios conforme os animais aprendiam, sugerindo instruções individualizadas para cada célula.
  • O trabalho traz evidência biológica de sinais vectorizados de instrução neural e pode aproximar aprendizado cerebral do conceito de retropropagação usado em redes neurais artificiais.

O cérebro consegue enviar feedback específico para neurônios durante a aprendizagem. Pesquisadores do MIT mostraram, em camundongos, que sinais de erro direcionados podem orientar cada neurônio a ajustar sua atividade de forma precisa. O estudo é aberto e publicado na Nature.

A pesquisa usou uma interface cérebro-computador para conectar a atividade de apenas oito a dez neurônios a um feedback visual, associado a recompensas simples. Ao aprenderem a modular diferentes grupos de neurônios, os animais aumentaram a atividade de alguns e reduziram a de outros.

A equipe, liderada por Mark Harnett, acompanhou a atividade neural com microscopia de alta resolução. Observou que neurônios distintos recebiam sinais de erro em suas dendrites ao longo do aprendizado, e que esses sinais eram opostos conforme o papel de cada grupo no desafio.

Como funcionou o experimento

Valerio Francioni, autor do estudo, explica que o desafio exigia distinguir o que cada neurônio contribuía para o desempenho. Ao ligar sinais específicos ao BCI, os ratos recebiam recompensas apenas quando ativavam as células certas.

Os resultados indicam que sinais instruentes vetorizados, direcionados a neurônios individuais, ocorrem no córtex durante a aprendizagem. Quando os pesquisadores bloquearam esses sinais, os camundongos não aprenderam a tarefa.

Segundo Harnett, isso representa a primeira evidência biológica de aprendizado guiado por sinais de erro direcionados a neurônios específicos. A descoberta pode aproximar modelos de aprendizado de máquina e funcionamento cerebral, favorecendo pesquisas conjuntas.

Implicações da descoberta

Os autores destacam que o estudo abre caminho para avaliar paralelos entre redes artificiais e o cérebro real. A abordagem permite investigar como o córtex aprende e quais regiões podem apresentar padrões similares a algoritmos de backpropagation.

A pesquisa também sugere novas formas de explorar a relação entre sinais de recompensa, plasticidade sináptica e instrução neural. Os cientistas ressaltam o potencial de aplicar o método a experimentos futuros com diferentes tarefas.

Vincent Tang, pós-doutorando, afirma que a descoberta incentiva o debate entre neurociência e IA. A equipe pretende ampliar a investigação para entender melhor como esses mecanismos evolucionam ao longo de diferentes aprendizados.

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