- A AMI Labs levantou US$ 1,03 bilhão em financiamento semente, avaliando a empresa em US$ 3,5 bilhões no pre-money, para desenvolver os chamados “world models”.
- Foi a maior rodada de seed capital já realizada por uma empresa europeia e foi liderada por Cathay Innovation, Greycroft, Hiro Capital, HV Capital e Bezos Expeditions.
- Investidores individuais incluem Tim Berners-Lee, Mark Cuban e Eric Schmidt; a empresa tem sede em Paris e foi fundada por Yann LeCun, ex-chefe de AI na Meta.
- O objetivo é criar modelos de AI que compreendam o mundo real de forma mais robusta do que os LLMs atuais, reduzindo limitações observadas em raciocínio e alucinações.
- O CEO Alexandre LeBrun menciona que, embora o desenvolvimento possa levar anos, já há interesse de clientes potenciais como Nabla, a healthtech onde ele atua como chairmain.
A AMI Labs, startup europeia de inteligência artificial, levantou US$ 1,03 bilhão em uma rodada de seed capital para desenvolver os chamados world models, capazes de compreender o mundo físico com mais profundidade que os LLMs atuais. A empresa opera em Paris e foi fundada por Yann LeCun, conhecido pesquisador francês que ficou muitos anos na Meta.
A rodada avaliou a empresa em US$ 3,5 bilhões em termos pre-money e contou com a participação de investidores como Cathay Innovation, Greycroft, Hiro Capital, HV Capital e Bezos Expeditions. Entre os investidores individuais aparecem Tim Berners-Lee, Mark Cuban e Eric Schmidt.
A AMI afirma que modelos capazes de entender o ambiente real devem superar as limitações dos LLMs treidos apenas por textos e imagens. Alexandre LeBrun, ex-CEO da Nabla, responde pela direção executiva, enquanto LeCun atua como chairman executivo. Laurent Solly assume o papel de COO.
Desenvolvimento de novos modelos
LeBrun disse ao Financial Times que a AMI aposta em uma pesquisa fundamental antes de buscar aplicações comerciais. O executivo citou a Nabla como exemplo de empresa que também vê limites nos LLMs, especialmente em áreas sensíveis como saúde, onde erros podem ter consequências fatais.
A meta é que, em breve, world models se tornem a referência no setor tech. LeBrun ressaltou que levará tempo para transformar a teoria em produtos com receita estável. Ainda assim, há um possível cliente em vista: Nabla, onde ele mantém laços de liderança.
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