- Vulcões são classificados como ativos, dormentes e extintos; ativos já entraram em erupção no passado recente e podem voltar a eruptir, considerando o Holoceno como referência.
- Vulcões dormentes podem deixar de eruptir por bastante tempo, mas ainda há possibilidade de novas erupções. Em 2025, o vulcão Hayli Gubbi, na Etiópia, entrou em erupção após cerca de doze mil anos adormecido.
- Vulcões extintos não devem voltar a entrar em erupção, pois o magma não chega mais ao sistema.
- Em alguns casos considerados extintos, bolsões de magma podem permanecer sob a crosta; Bezymianny, na Rússia, reativou-se em 1955-56 após longo período, permanecendo ativo desde então.
- Recentemente, Taftã, no Irã, e Uturuncu, na Bolívia, mostraram sinais de atividade após longos intervalos sem erupções; não há certeza de erupção iminente, mas indicam que “gigantes” podem acordar.
Vários fatores determinam por que alguns vulcões entram em erupção novamente, enquanto outros ficam dormentes ou extintos. A dinâmica envolve magma, placas tectônicas e o tempo de erupção no Holoceno. Entender esse ciclo ajuda a explicar casos surpreendentes ao redor do mundo.
Vulcões são aberturas na crosta conectadas a câmaras profundas de magma. O magma é rocha derretida que alimenta as erupções. Existem três classificações comuns para descrevê-los: ativos, dormentes e extintos.
Classificações de vulcões
- Ativos: viveram erupções recentes e podem voltar a irromper. Exemplos incluem Kīlauea, Stromboli, Eyjafjallajökull e Santiaguito.
- Dormentes ou inativos: não erguem fogo há tempos, mas podem reativar. Em 2025, Hayli Gubbi, na Etiópia, entrou em erupção após 12 mil anos adormecido.
- Extintos: provavelmente nunca mais entram em erupção.
O motivo pelo qual um vulcão para de ser ativo varia. Em muitos casos, o magma deixa de alcançar a área que alimenta o vulcão. O movimento das placas tectônicas desloca o vulcão para longe da coluna de magma.
Mesmo com o magma em posição fixa, o vulcão pode adormecer ao esgotar o alimento disponível. A erupção se torna cada vez menos frequente até cessar por completo, seguindo um ciclo natural.
Casos históricos de reativação
O Bezymianny, na península de Kamchatka, era considerado extinto, mas voltou a entrar em erupção no século 20. Pesquisas mostraram atividade sísmica que sinalizou a reativação, levando o vulcão a permanecer ativo desde então.
Há bolsões de magma sob vulcões tidos como extintos. Taftã, no Irã, permaneceu inativo por cerca de 700 mil anos e mostrou sinais de atividade recentemente. Uturuncu, na Bolívia, ficou 250 mil anos sem erupção e também apresenta indícios de reativação.
O que esperar diante dessas situações
Não é possível prever com certeza se uma reativação ocorrerá de imediato. Cientistas acompanham sinais sísmicos, deformação da crosta e emissões térmicas para avaliar riscos. Gigantes adormecidos podem acordar, mas a instabilidade varia conforme o sistema magmático.
Conclusão
A evolução dos vulcões depende de fatores complexos e dinâmicos. A classificação em ativos, dormentes e extintos ajuda a entender o comportamento observado, incluindo casos de reativação surpreendente ao redor do planeta.
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