Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

IA pode prever quais pacientes com insuficiência cardíaca piorarão em um ano

Modelo de IA prevê queda da fração de ejeção em até um ano em pacientes com insuficiência cardíaca; AUROC entre 0,87 e 0,91, com ECG de um único eletrodo

MIT PhD students Tiffany Yau (left) and Teya Bergamaschi are two of the co-first authors behind a new paper introducing a deep learning model that can predict which patients with heart failure are at risk of having their condition worsen up to a year in advance.
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores do MIT, do Mass General Brigham e da Harvard Medical School desenvolveram o PULSE-HF, um modelo de aprendizado profundo que prevê mudanças na fração de ejeção do ventrículo esquerdo em até um ano para pacientes com insuficiência cardíaca.
  • O modelo usa eletrocardiograma e foi validado em três cohorts — Mass General Hospital, Brigham and Women’s Hospital e MIMIC‑IV — mostrando acurácia entre 0,87 e 0,91 na previsão da queda da fração de ejeção.
  • Se houver previsão de piora, o acompanhamento pode ser priorizado; pacientes com menor risco podem reduzir visitas ao hospital e o tempo com eletrodo em ECG de 12 derivações.
  • Existe uma versão de uma derivação de ECG que performa tão bem quanto a de 12 derivação, facilitando o uso em cenários de recursos limitados.
  • O próximo passo é testar o modelo em estudo prospectivo com pacientes reais, enfrentando desafios como coleta e limpeza de dados de ECG e ecocardiogram.

O MIT, Mass General Brigham e a Harvard Medical School desenvolveram um modelo de deep learning para prever, com até um ano de antecedência, a evolução da insuficiência cardíaca em pacientes. O estudo apresentou o PULSE-HF, sigla para Predict changes in left ventricular Systolic function from ECGs of patients who Heart Failure, em artigo na Lancet eClinical Medicine. O objetivo é orientar o acompanhamento clínico e a alocação de recursos.

O projeto foi realizado no laboratório do professor Collin Stultz, ligado ao MIT Abdul Latif Jameel Clinic. Os dados foram validados em três cohorts diferentes: hospital de Mass General, Brigham and Women’s e o conjunto MIMIC-IV, público. O modelo analisa ECGs para prever queda da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (LVEF) nos próximos 12 meses.

O que a ferramenta faz

PULSE-HF utiliza eletrocardiograma para prever se a fração de ejeção deverá ficar abaixo de 40% dentro de um ano, o que caracteriza piora significativa da função cardíaca. Caso indique piora, o acompanhamento pode ser priorizado, reduzindo visitas desnecessárias e o tempo de exames como o ECG de 12 derivações.

Desempenho técnico e formatos

Em validação, o modelo atingiu AUROC entre 0,87 e 0,91 nos três conjuntos de dados, sinalizando boa capacidade de discriminação. Uma versão adaptada funciona com ECG de único eletrodo, sem demandar o conjunto completo de 12 derivações, mantendo desempenho robusto.

Desafios e próximos passos

O desenvolvimento envolveu coleta e limpeza de dados de ECG e de ecocardiogramas, com o desafio de associar rótulos de treinamento quando nem sempre estão disponíveis. Os autores pretendem testar o PULSE-HF em estudo prospectivo com pacientes reais para confirmar sua utilidade clínica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais