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Dia Mundial do Rim: doenças renais são silenciosas e exigem atenção

Dia Mundial do Rim: a DRC entra entre prioridades globais, enfatizando prevenção, diagnóstico precoce e cuidado sustentável para reduzir impactos

Brasília - No Dia Mundial do Rim, entidades da área de saúde promovem campanhas de esclarecimento sobre formas de prevenção de doenças renais (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • Em maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde reconheceu a doença renal como prioridade mundial em saúde pública, incluindo a doença renal crônica entre as prioridades de doenças crônicas não transmissíveis.
  • A Sociedade Brasileira de Nefrologia afirma que o reconhecimento amplia a visibilidade da DRC e reforça a necessidade de investimentos em educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, além de considerar impactos ambientais.
  • O médico Geraldo Freitas (Hospital Universitário de Brasília) explica a função dos rins e cita fatores de risco como diabetes, hipertensão, obesidade, sedentarismo, tabagismo, uso de nefrotóxicos e desidratação.
  • Também destacam a importância de rastrear a função renal com creatinina e exame de urina (albuminúria), além de aferir pressão, glicemia e hemoglobina glicada.
  • Sinais de alerta apontados pelo nefrologista incluem inchaço, urina escura ou espumosa, alterações no ritmo urinário, dor no flanco, cansaço, queda de apetite com náuseas, pressão alta persistente e alterações neurológicas.

Em maio de 2025, a OMS reconheceu a doença renal como prioridade global em saúde pública. A Doença Renal Crônica passou a figurar entre as prioridades de doenças não transmissíveis, ao lado de cardiovasculares, diabetes, neoplasias e doenças respiratórias.

A Sociedade Brasileira de Nefrologia celebra o marco e amplia a visibilidade da DRC. A entidade enfatiza a necessidade de educação, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, com atenção aos impactos ambientais na saúde renal ao longo da vida.

Segundo o nefrologista Geraldo Freitas, do Hospital Universitário de Brasília, os rins mantêm o equilíbrio metabólico, filtram sangue e eliminam toxinas. Eles controlam eletrólitos e produzem hormônios ligados à pressão arterial.

Entre os fatores de risco para a DRC estão diabetes, hipertensão, histórico familiar, obesidade e sedentarismo. Outros aspectos incluem tabagismo, uso de anti-inflamatórios, doenças cardiovasculares, infecções urinárias recorrentes e desidratação.

Medicamentos nefrotóxicos também podem comprometer a função renal, em especial os anti-inflamatórios não esteroidais, que devem ser evitados na maioria dos casos. Em situações clínicas específicas, o uso exige monitoramento cuidadoso.

A caso de doença renal pode evoluir de forma silenciosa. Muitos pacientes chegam ao tratamento com prejuízos já significativos na função renal, ressaltando a importância do rastreio.

Para o rastreio básico, são indicados a creatinina, exame de urina com pesquisa de albuminúria, aferição da pressão, glicemia e hemoglobina glicada. Esses itens ajudam a detectar lesões precocemente.

  • Sinais de alerta para procurar atendimento médico incluem inchaço nas pernas, urina escura, alterações no ritmo urinário, dor no flanco, fadiga, náuseas e piora da pressão arterial.
  • Outros indicativos são alterações no apetite, vômitos persistentes e confusão mental ou falta de ar súbita.

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