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Abelhas-rainhas respiram debaixo d’água; entenda como

Abelhas-rainha respiram debaixo d'água durante diapausa; estudo revela torpor aquático e metabolismo que reduz consumo de oxigênio

Fotografia de uma abelha rainha em um tubo com água.
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  • Abelhas-rainhas da espécie Bombus impatiens conseguem respirar debaixo d’água durante a diapausa, estágio de dormência que ocorre no inverno.
  • Em experimentos, as rainhas permaneceram Submersas por períodos variados e algumas sobreviveram à imersão de até uma semana, mantendo-se ativas ao retornar à água.
  • Os pesquisadores mostraram que, mesmo com o metabolismo reduzido, as abelhas trocam gases sob a água, sugerindo respiração aquática facilitada por oxigênio dissolvido.
  • Também houve acúmulo de ácido lático durante a submersão, indicando metabolismo anaeróbico temporário; ao retornar ao ambiente seco, o metabolismo se normaliza em dias.
  • O estudo aponta a possibilidade de uma bolha de ar ou brânquia física como mecanismo provável de obtenção de oxigênio, ainda em investigação, e sugere que essa adaptação pode ocorrer em outras mamangavas.

Mamangavas-rainhas conseguem respirar debaixo da água. Cientistas descobriram que, mesmo com os dormitórios alagados durante o inverno, essas abelhas sobrevivem a diapausa submersa por dias. A pesquisa acabou revelando a capacidade de respiração subaquática dessas abelhas.

Em estudo publicado no Proceedings of the Royal Society B, pesquisadores mostraram que quatro abelhas-rainhas da espécie Bombus impatiens permaneceram ativas enquanto submersas, após terem dormido em tubinhos inundados. O achado nasceu de um acidente de laboratório envolvendo uma geladeira.

O que aconteceu, quem está envolvido e onde

A pesquisadora Sabrina Rondeau, da Universidade de Guelph, no Canadá, conduziu as experiências. A constatação ocorreu em 2021, quando tubinhos com abelhas ficaram inundados por condensação de água na geladeira. Quatro rainhas sobreviveram ao período submerso.

Quando, onde e por quê

O experimento original acompanhou a diapausa de Bombus impatiens, que entra em dormência de seis a nove meses para resistir ao frio. A dúvida era se o alagamento das cavernas onde dormem poderia ser fatal; não foi o caso. A descoberta abre caminho para entender adaptações de abelhas a ambientes com oxigênio limitado.

Como funciona a respiração subaquática

Durante a imersão, o metabolismo das rainhas caiu ainda mais. Medições de CO2 indicaram que os animais continuaram a trocar gases, sugerindo respiração mesmo com pouco oxigênio dissolvido. Observou-se acúmulo de ácido lático, apontando metabolismo anaeróbico temporário.

Progresso e próximos passos

Os pesquisadores analisaram centenas de abelhas em diferentes estágios de diapausa. Em um segundo estudo, 21 rainhas foram submersas por uma semana, com 17 sobreviventes, reforçando a robustez da adaptação. O tema ainda exige investigação sobre o mecanismo de extração de oxigênio.

Hipóteses e implicações

A principal hipótese envolve uma brânquia física, isto é, uma bolha de ar que possibilita respiração subaquática. Os pelinhos das abelhas podem abrigar essa bolha, facilitando a captação de oxigênio. A linha de pesquisa ainda é pouco explorada e pode valer para outras espécies.

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