- O menor código QR do mundo ocupa 1,98 micrômetro quadrado e foi gravado em cerâmica resistente, entrando para o Guinness World Records.
- Cada pixel mede 49 nanômetros, menor que o comprimento de onda da luz visível, tornando necessário um microscópio eletrônico para visualizá-lo.
- a façanha foi realizada pela Universidade Técnica de Viena, na Áustria, em parceria com a Cerabyte, e o código pode caber dentro de uma bactéria como a Escherichia coli.
- a gravação usa feixe de íons focalizado sobre nitreto de cromo, material cerâmico que resiste a altas temperaturas, desgaste e corrosão.
- o objetivo é demonstrar que grandes quantidades de informação podem ser armazenadas em áreas microscópicas, estimando-se mais de 2 terabytes em uma folha de papel A4, com dados potencialmente legíveis por séculos ou milênios.
O menor QR code do mundo foi criado por pesquisadores da Universidade Técnica de Viena (TU Wien) em parceria com a Cerabyte, e já entrou para o Guinness World Records. O código ocupa apenas 1,98 micrômetro quadrado e pode ser lido apenas com microscópio eletrônico. A finalidade é testar armazenar grandes volumes de dados em escalas microscópicas.
O feito foi apresentado como uma evolução no armazenamento de dados. Cada pixel do código mede 49 nanômetros, menor que o comprimento de onda da luz visível. A leitura depende de equipamentos avançados, não sendo visível por microscópios comuns.
A gravação ocorreu em uma camada fina de nitreto de cromo, material cerâmico escolhido por sua resistência. O processo utilizou um feixe de íons focalizado, que remove o material ponto a ponto para criar o padrão.
Experimentos foram realizados com supervisão de pesquisadores da TU Wien, com validação independente para confirmar o tamanho. Ao final, o código foi testado em microscopia eletrônica para confirmar a legibilidade.
Avanços técnicos e aplicações
A equipe aponta que a principal dificuldade não é apenas a miniaturização, mas manter a estabilidade da leitura ao longo do tempo. Em escalas nano, átomos podem se deslocar, o que compromete a informação armazenada.
Os pesquisadores estimam que, com essa técnica, é possível gravar mais de 2 terabytes de dados em uma área equivalente a uma folha A4. Em comparação, um código padrão em mesma área de 2 cm² armazena apenas cerca de 2,5 kilobytes.
A cerâmica demonstrada é resistente a altas temperaturas, radiação e desgaste, o que favorece a durabilidade. Os cientistas destacam que os dados gravados podem permanecer legíveis por longos períodos, possivelmente séculos ou milênios.
O projeto também avalia impactos ambientais. Centros de dados consomem energia e exigem refrigeração constante; a cerâmica gravada funciona sem energia para conservar as informações. Pesquisas futuras exploram novos materiais, velocidade de gravação e produção em escala industrial.
O grupo de pesquisa investiga ainda se estruturas de dados mais complexas que QR codes podem ser gravadas nesses filmes finos de cerâmica. O objetivo é ampliar o conjunto de possibilidades de armazenamento ultraminiaturizado.
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