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Tecnologia da vacina de Covid pode ajudar na recuperação de corações após infarto

Molécula de mRNA semelhante ao das vacinas da covid é testada para estimular recuperação do tecido cardíaco em camundongos e porcos, com previsão de testes em humanos

Vacinas eficientes contra a covid consistem em moléculas de mRNA que são injetadas no nosso braço.
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  • Cientistas desenvolveram uma molécula de mRNA modificada que, injetada no músculo, produz o precursor do fator natriurético atrial e ajuda na recuperação de corações enfartados; testada em camundongos e porcos, ainda não em humanos.
  • O mRNA funciona de forma semelhante ao das vacinas contra a covid: entra na célula, se replica e gera o precursor do FNA, que chega à circulação e é convertido no hormônio que atua no músculo cardíaco; a produção dura até quatro semanas.
  • Nos animais, o tratamento com o mRNA do FNA mostrou maior crescimento de células cardíacas, cicatriz reduzida e melhor desempenho do coração, com efeitos colaterais mínimos.
  • A ideia busca permitir aplicação prática em pronto atendimento, com injeção no braço, evitando procedimentos mais invasivos para entregar o FNA no local do enfarte.
  • Se os resultados forem seguros em humanos, a abordagem pode representar avanço na recuperação pós-enfarte, sem reverter ou evitar o ataque, mas contribuindo para reduzir sequelas.

Dois a três parágrafos iniciais de texto, sem subtítulo, apresentando o que aconteceu, quem está envolvido, quando e onde, de forma objetiva.

Pesquisadores desenvolveram uma molécula de mRNA que, ao ser injetada no músculo, estimula a produção de um precursor do fator natriurético atrial (FNA). O objetivo é acelerar a recuperação de corações após enfarte. A abordagem se inspira na tecnologia das vacinas contra a covid-19, mas o estudo ainda está em fases pré-clínicas.

Em testes com camundongos e porcos, o mRNA encapsulado foi comparado a um controle sem a molécula. Animais tratados mostraram maior regeneração celular cardíaca e redução de cicatriz, resultando em melhor desempenho do órgão. Efeitos colaterais observados foram mínimos nesses modelos.

Progresso e próximos passos

Os resultados indicam potencial para reduzir sequelas de enfarte, mas ainda não há aplicação em humanos. A equipe trabalha para avançar para ensaios clínicos, com o objetivo de avaliar eficácia e segurança em pacientes. O método não promete reverter danos já causados, mas pode acelerar recuperação.

A pesquisa acrescenta que a tecnologia pode gerar novos tratamentos a partir de descobertas feitas com as vacinas de covid. O estudo está publicado na revista Science, com referência ao uso de RNA auto-replicante para impactar o tecido cardíaco.

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