- Ex-BBB Diego Grossi afirma sofrer de ludopatia, condição reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2018.
- Ele relatou compulsão por jogos, endividamento de 250 mil reais e atraso no aluguel como consequências do quadro.
- O relato descreve apostas em diversas modalidades, em horários variados e até em jogos ao redor do mundo, com quatro telas abertas ao mesmo tempo.
- Ludopatia é considerada um vício comportamental, com desejo incontrolável de jogar; no Brasil, tem os códigos de Classificação Internacional de Doenças (CID) 10-Z72.6 e 10-F63.0.
- O tratamento envolve terapia cognitivo-comportamental, grupos de apoio e acompanhamento médico, via Sistema Único de Saúde (SUS) ou planos privados.
O ex-BBB Diego Grossi voltou a falar sobre sofrer de ludopatia nas redes sociais. A doença, reconhecida pela OMS desde 2018, é descrita por ele como uma compulsão por jogos. Grossi afirmou não ter percebido o problema antes e relatou que passou a entrar em um ciclo em que qualquer dinheiro disponível era direcionado a apostas, sem recuperação financeira.
Conforme o relato, o transtorno influenciou decisões financeiras importantes. Grossi citou dívidas que chegaram a 250 mil reais e episódios de atraso de aluguel. Segundo ele, houve momentos em que tentou pagar dívidas com novas apostas, mergulhando em um círculo vicioso.
O ex-participante relembrou ainda a evolução do problema ao longo do tempo, com jogatinas em diferentes modalidades e horários. Ele disse ter passado a jogar à noite, em várias plataformas, incluindo jogos de futebol, tênis de mesa, ping-pong e partidas internacionais, com várias telas abertas ao mesmo tempo.
O que é ludopatia
A ludopatia é uma condição médica caracterizada pela vontade incontrolável de jogar. O distúrbio é classificado como vício comportamental e é listado pela OMS. No Brasil, recebe códigos CID ligados a mania de jogo e apostas e a jogo patológico.
Ela envolve impulso persistente, tempo dedicado ao jogo e aumento das apostas para buscar o mesmo estímulo. Também pode levar a endividamento, uso de recursos de despesas básicas para apostar, ocultação do vício e irritabilidade ao tentar reduzir as jogadas.
Tratamento e caminho de cuidado
A doença requer acompanhamento profissional, com terapia cognitivo-comportamental (TCC) e participação em grupos de apoio, como comunidades de jogadores. O tratamento pode ser realizado pelo SUS ou por serviços privados, envolvendo também apoio familiar e manejo de comorbidades como ansiedade e depressão.
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