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Efeito rebote na enxaqueca ao parar o tratamento pode intensificar cefaleias

Interromper tratamento da enxaqueca eleva risco de piora dos episódios; especialista alerta para agravamento ao espaçar cronograma, com botox e neuromodulação

Aposente as dores intensas: o erro de Virgínia após 'espaçar' o tratamento de enxaqueca; entenda por que especialistas recomendam disciplina rigorosa para evitar o efeito rebote
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  • Virgínia Fonseca relatou crises intensas de enxaqueca na vida pessoal e profissional, limitando atividades como treino e socialização.
  • Ela revelou ter espaçado o tratamento por quase um mês, apesar do acompanhamento médico, o que according a especialistas pode agravar o quadro.
  • O neurologista Tiago de Paula explicou que interromper ou atrasar a terapia aumenta as dores e dificulta a neuromodulação, essencial para pacientes com enxaqueca crônica.
  • O tratamento utilizado envolve aplicação de toxina botulínica em pontos específicos da cabeça a cada três meses, visando reduzir a dor por meio da neuromodulação; pode incluir monoclonais Anti-CGRP.
  • A enxaqueca tem forte componente genético e influência hormonal, sendo mais comum em mulheres; fatores como alimentação, estresse e sono irregular também podem atuar como gatilhos.

A influenciadora Virgínia Fonseca relatou, nas redes, enfrentar crises intensas de enxaqueca, com sinais de que a dor comprometeu atividades diárias. Ela afirmou que, mesmo com acompanhamento médico, houve uma pausa no tratamento por quase um mês, o que coincidiu com o retorno das crises e piora do estado geral.

A revelação levanta o debate sobre a necessidade de disciplina terapêutica em enxaqueca crônica, especialmente entre mulheres. O médico que integra a equipe da influenciadora explicou que a interrupção temporária pode aumentar a intensidade das dores e prolongar o quadro, citando casos semelhantes na prática clínica.

Riscos do espaçamento terapêutico

Segundo o neurologista, a interrupção do tratamento quando há melhora cria falso senso de segurança, levando ao retorno das crises mais fortes. O especialista ressaltou que esse comportamento ocorre com frequência entre pacientes que percebem menos crises, embora não seja comum, e que a neuromodulação é revertida com o espaçamento.

Como funciona o tratamento com botox

O tratamento utilizado pela influencer envolve aplicação de toxina botulínica em pontos específicos da cabeça a cada três meses. A técnica visa reduzir a dor por meio da neuromodulação, ajudando o cérebro a não ativar o circuito da dor de forma contínua. Também pode incluir terapias com medicamentos monoclonais Anti-CGRP.

Fatores genéticos, hormonais e de estilo de vida

O médico destacou que a enxaqueca possui forte componente genético e influência hormonal, o que explica a maior frequência em mulheres. Hormônios como o estrogênio podem aumentar a sensibilidade, segundo o especialista. Além disso, rotina intensa, estresse e sono irregular atuam como gatilhos.

Cuidados adicionais e alimentação

A alimentação também pode impactar as crises. Alimentos estimulantes como café, chocolate e energéticos podem piorar a hiperexcitabilidade cerebral. Mesmo itens saudáveis, como gengibre e pimenta, devem ser consumidos com moderação, conforme orientação médica.

Caminho terapêutico recomendado

O neurologista reforça a necessidade de tratamento contínuo e integração de mudanças no estilo de vida. Além da toxina botulínica, a abordagem pode incluir acompanhamento com nutricionistas e psicólogos, sempre com base em evidências científicas. O objetivo é manter a neuromodulação e reduzir as crises a longo prazo.

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