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MS amplia uso de mosquitos estéreis para controlar Aedes em área indígena do RS

Ministério da Saúde amplia uso de mosquitos estéreis por irradiação no território Guarita, tornando o segundo território no Brasil e no mundo a adotar a técnica

controle do Aedes aegypti
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  • No território indígena Guarita, em Tenente Portela (Rio Grande do Sul), as aldeias Km10 e Linha Esperança passam a usar a Técnica do Inseto Estéril por irradiação para controle do Aedes aegypti.
  • A ação torna as aldeias o segundo território no Brasil e no mundo a adotarem essa tecnologia, que libera mosquitos machos estéreis para reduzir a reprodução.
  • O projeto é financiado pelo Ministério da Saúde e envolve parceria entre a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, a Secretaria de Saúde Indígena, a Fundação Oswaldo Cruz, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, a Secretaria Municipal de Saúde de Tenente Portela e a Moscamed Brasil.
  • Anteriormente, as aldeias já participavam de monitoramento do mosquito com ovitrampas e de ações de educação em saúde e mobilização comunitária para eliminar criadouros.
  • As atividades ocorreram entre 9 e 11 de março, com a primeira soltura de mosquitos estéreis; liberções continuarão semanalmente, acompanhadas de monitoramento entomológico e controle mecânico de criadouros.

O Ministério da Saúde amplia o uso da técnica de mosquitos estéreis por irradiação no território Guarita, no Rio Grande do Sul. A iniciativa utiliza a liberação de mosquitos machos estéreis para reduzir o Aedes aegypti, vetor de dengue, Zika e chikungunya. A ação ocorre em aldeias indígenas Km10 e Linha Esperança, em Tenente Portela, a partir de março.

A medida foi financiada pelo governo federal e integra ações de vigilância e controle em áreas com restrições ao uso de inseticidas. Os machos estéreis, ao acasalarem com fêmeas, não geram descendentes, reduzindo gradualmente a população do vetor.

A implementação no território Guarita complementa um trabalho já em curso de monitoramento por ovitrampas e mobilização comunitária, iniciado há cerca de um ano. A proposta envolve educação em saúde e eliminação de criadouros.

Contexto técnico e parcerias

A técnica é fruto de cooperação entre o Ministério da Saúde, por meio das Secretarias de Vigilância em Saúde e Ambiente e de Saúde Indígena, a Fundação Oswaldo Cruz, a Secretaria de Saúde do RS, a prefeitura de Tenente Portela e a Moscamed Brasil.

Antes, a tecnologia já havia sido testada na aldeia Cimbres, em Pesqueira, Pernambuco, com solturas semanais associadas a ações de prevenção e monitoramento.

Desdobramentos e próximas etapas

As atividades iniciais ocorreram entre 9 e 11 de março, com engajamento comunitário e a primeira soltura. A liberação continuará semanalmente, acompanhada de monitoramento entomológico, controle de criadouros e mobilização contínua.

Ministério da Saúde comenta que a experiência busca modelo sustentável e replicável em comunidades indígenas e áreas ambientalmente sensíveis. O objetivo é ampliar o uso de soluções baseadas em ciência para enfrentamento das arboviroses.

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