Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Possível colisão entre dois planetas em sistema com estrela similar ao Sol

Astrônomos observam possível choque entre dois planetas em Gaia20ehk, sugerindo mecanismo de formação de luas e evolução de sistemas planetários

Representação da colisão planetária que ele suspeita ter ocorrido em torno da estrela Gaia20ehk em 2021.
0:00
Carregando...
0:00
  • Astrônomos identificaram indícios de colisão entre dois planetas ao redor da estrela Gaia20ehk, a cerca de 11 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação de Puppis.
  • A estrela, que é da mesma classe do Sol, apresentou quedas de brilho a partir de 2016 e ficou bastante instável por volta de 2021, apontando não para a estrela em si, mas para algo passando na frente dela.
  • A hipótese mais provável é que uma grande nuvem de rochas e poeira quente tenha resultado de um choque entre dois corpos, gerando bloqueios irregulares e aumento da emissão infravermelha.
  • Os detritos estariam orbitando a cerca de uma unidade astronômica da estrela, um arranjo que lembra o que pode ter ocorrido na origem da Lua.
  • O caso oferece uma oportunidade rara de observar mecanismos de formação de planetas; pesquisadores esperam encontrar mais exemplos com futuros levantamentos, como os do Observatório Vera C. Rubin, que podem revelar até cerca de cem novos impactos na próxima década.

Dois planetas em torno de uma estrela parecida com o Sol podem ter colidido, segundo estudo recém-publicado. A estrela Gaia20ehk, a cerca de 11 mil anos-luz, no rumo da constelação de Puppis, apresentou sinais de um choque cósmico observado por telescópios. A hipótese sugere que detritos quentes passaram a bloquear a luz da estrela, acompanhado de aquecimento e emissão de infravermelho.

A partir de dados anteriores, a equipe liderada por Anastasios Tzanidakis, da Universidade de Washington, percebeu mudanças bruscas no brilho de Gaia20ehk a partir de 2016, seguido por instabilidade em 2021. Esse padrão não é típico de uma estrela na mesma faixa de brilho, o que indicou a presença de material em órbita cruzando a linha de visão.

A partir da comparação entre luz visível e infravermelha, ficou evidente um contraste: quedas de brilho visível acompanharam aumentos na emissão de calor detectável no infravermelho. A combinação de sinais apontou para uma nuvem de detritos aquecidos resultante de uma colisão entre corpos planetários.

Evidências e interpretação

Os cientistas sugerem que o evento pode ter ocorrido em etapas. Observações indicam três encontros rasantes entre os corpos antes do impacto principal, que gerou grande quantidade de material aquecido na órbita. Tzanidakis ressalta que esse cenário é compatível com uma sequência de colisões no decorrer de um sistema jovem.

A hipótese é compatível com modelos de formação de planetas, nos quais discos de gás e rochas passam por fases turbulentas. Em estágios iniciais, colisões e fragmentações são comuns, antes de o sistema se estabilizar com planetas em órbita mais ordenada.

Detalhes da observação

A distância entre Gaia20ehk e a Terra coloca o sistema fora do alcance de observações diretas de pequenas colisões, exigindo monitoramento prolongado. A queda de brilho foi irregular, diferindo de oscilações normais de estrelas em sequência principal. Detritos em órbita parecem cruzar repetidamente a linha de visão terrestre.

Estudos indicam que a nuvem de detritos está aproximadamente a uma unidade astronômica da estrela, similar à distância Terra-Sol. Esse fator aumenta a relevância do caso para entender processos de formação de luas e de planetas em sistemas jovens.

Perspectivas futuras

Pesquisas adicionais devem buscar mais casos semelhantes, ampliando a amostra de eventos desse tipo. Observatórios como Vera C. Rubin devem ampliar a capacidade de detectar mudanças lentas no brilho estelar. O provável ganho é uma compreensão mais robusta sobre o fluxo de materiais durante a formação planetária.

Os autores estimam que o monitoramento sistemático possa revelar dezenas de novos impactos na próxima década, contribuindo para entender com que frequência ocorrem colisões em sistemas em formação e como isso influencia a configuração de órbitas futuras.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais