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Brasil entra em alerta máximo por aumento do sarampo nas Américas

Brasil mantém alerta máximo contra sarampo devido a surtos na América; ações de vacinação e vigilância seguem para manter o status de área livre

Créditos: Fernando Frazão / Agência Brasil
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  • Brasil está em alerta máximo por surtos de sarampo na América e mantém ações de prevenção para permanecer como área livre.
  • Na região, 2024 teve 14.891 casos em 14 países e 29 mortes; até 5 de março de 2026, já foram 7.145 infecções confirmadas.
  • A primeira infecção de 2026 no Brasil foi em uma bebê de 6 meses, em São Paulo, adquirida durante viagem à Bolívia.
  • O Ministério da Saúde mantém a certificação de área livre e reforça a vacinação, incluindo ações em fronteiras e cobertura de grupos com menor proteção.
  • As respostas a casos suspeitos incluem bloqueio vacinal, busca ativa e monitoramento por três meses; foram 27 suspeitas no Brasil até 26 de janeiro de 2026.

O Brasil está em alerta máximo por causa do aumento de sarampo em países da América. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2025, foram 14.891 casos em 14 países, com 29 mortes. Até 5 de março de 2026, já havia 7.145 infecções confirmadas na região. O país busca manter o status de área livre.

A primeira infecção por sarampo autodeclarada no Brasil em 2026 ocorreu na semana passada, em uma bebê de 6 meses em São Paulo. A criança contraiu a doença durante viagem à Bolívia, que vive surto ativo. Não houve transmissão sustentada no território brasileiro até o momento.

Em 2025, o Brasil registrou 38 casos da doença. O PNI trabalha para manter a certificação de área livre, com vigilância e vacinação contínuas. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção.

O Ministério da Saúde enfatiza a necessidade de manter a cobertura vacinal e reforçar ações em áreas com baixa imunização. Gatti destaca que a vigilância de casos suspeitos segue rigorosa, com investigação e resposta rápidas.

Bloqueio vacinal

Em 2025, 3818 casos suspeitos foram notificados. Em 2026, até 26 de janeiro, o painel do Ministério registrou 27 suspeitas de sarampo no país. Quando há confirmação, ocorre bloqueio vacinal imediato.

A equipe de saúde identifica contatos próximos, realiza busca ativa de novos casos e vacina pessoas potencialmente expostas. Laboratórios e unidades de saúde são inspecionados para localizar sintomáticos não notificados.

Se a suspeita é descartada, as ações terminam. Se confirmada, pacientes e comunidades ficam sob monitoramento por três meses para evitar novas infecções, até que o episódio seja considerado encerrado.

Para casos expostos, autoridades flexibilizam temporariamente a vacinação: bebês de 6 meses a 1 ano podem receber dose zero, mas devem completar o esquema padrão depois.

Preocupação com viagens

Gatti afirma que o Brasil possui ferramentas para evitar que o sarampo se espalhe como em outros países. Com a Copa do Mundo em junho e julho, a circulação de turistas pode aumentar o risco.

A Anvisa já publica mensagens sobre a importância da vacinação em aeroportos e portos. O monitoramento de fluxos de viajantes é parte das estratégias de prevenção do país.

Além dos contornos internacionais, o Brasil enfrenta desafios internos. O turismo é intenso em costas, Amazônia, Pantanal e Foz do Iguaçu, com fronteiras terrestres extensas e várias cidades gêmeas. A vacinação permanece crucial.

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