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Preservação da língua Keres ganha suporte comunitário e institucional

MIT apoia o estudante Santo Domingo na preservação do Keres, língua indígena ameaçada com menos de dez mil falantes, enfatizando aprendizado comunitário

Graduate student William Pacheco believes there’s value in exposing scholars and communities to the cultural and ideological exchanges he’s enjoyed between the sciences, humanities, Indigenous ideas, and experiences.
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  • William Pacheco, da Santo Domingo Pueblo, estuda linguística para preservar a língua Keres, falada em sete comunidades do Novo México, com menos de dez mil falantes.
  • Pacheco participa do MIT Indigenous Languages Initiative, programa de dois anos que forma especialistas para fortalecer línguas ameaçadas e promover colaboração entre comunidades e pesquisadores.
  • O Keres não tem escrita tradicional e possui dialetos distintos entre as aldeias; o uso ampliado do inglês entre jovens aumenta o risco de extinção.
  • A comunidade prefere que o Keres permaneça vivo no uso diário e em casa, não priorizando a escrita formal, o que complica métodos de ensino convencionais.
  • Pacheco trabalha no desenvolvimento de um curso baseado em linguística gerativa, com enfoque comunitário, para padronizar a formação de educadores bilíngues e ampliar o acesso ao estudo da língua entre povos indígenas.

William Pacheco, da comunidade Santo Domingo Pueblo, está desenvolvendo métodos para manter a língua Keres viva. O estudante de MIT participa da Indigenous Languages Initiative, programa de mestrado voltado a línguas ameaçadas.

A língua Keres é isolada, falada em sete comunidades do Novo México, e possui menos de 10 mil falantes. Cada vila tem um dialeto distinto, com graus variados de compreensão mútua entre eles.

A preservação enfrenta o desafio de o Keres não possuir escrita formal. A transmissão ocorre no convívio cotidiano das famílias, e a comunidade prefere manter a língua no uso oral.

Caminho até MIT

Pacheco se formou na Universidade do Novo México e atuou como educador. Buscou credenciamento tribal para ensinar Keres no Santa Fe Indian School, mas percebeu que o ensino tradicional não atendia às necessidades da comunidade.

Essa experiência o levou a estudar em Harvard, com foco em design de aprendizagem, e depois a descobrir a MIT, pela Indigenous Languages Initiative. A proposta é combinar linguística formal com práticas de ensino centradas na comunidade.

Pesquisa e ensino inovadores

Ao chegar à MIT em 2024, Pacheco encontrou mentores que apoiam a preservação de línguas em risco. O programa privilegia abordagens científicas para o estudo da aquisição linguística e a criação de conteúdos didáticos apropriados.

Ele busca desenvolver um curso de Keres baseado na linguística gerativa, mantendo a perspectiva comunitária das tradições dos Pueblos. A ideia é que os alunos aprendam a língua para fortalecer vínculos com a comunidade e com os mais velhos.

Potenciais impactos

Entre as iniciativas, há propostas para formar uma rede de linguistas comunitários que utilizem ferramentas criadas por Pacheco. O objetivo é ampliar o acesso ao estudo da linguística entre scholars indígenas e promover políticas linguísticas mais inclusivas.

Pacheco também explora usos práticos do Keres, como aplicações que integrem a língua a atividades tecnológicas, mantendo o foco na transmissão cultural. O objetivo é ampliar oportunidades de ensino e preservação da língua.

Compromisso com a autonomia cultural

O pesquisador ressalta a importância de tratar o Keres como patrimônio intelectual da comunidade. O enfoque é fortalecer a autonomia local na preservação e ensino da língua, evitando dependência de modelos externos.

Com o avanço do trabalho, Pacheco pretende padronizar a formação de linguistas comunitários e ampliar o acesso a recursos acadêmicos. A meta é preservar o Keres como artefato cultural vivo, dentro de uma visão indígena de ciência e educação.

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