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Saúde está em alerta máximo com aumento do sarampo nas Américas

Brasil segue com alerta máximo por surtos de sarampo nas Américas, mantendo certificação de área livre e fortalecendo vacinação em fronteiras

Rio de Janeiro (RJ), 10/05/2025 – Vacina da Tríplice Viral durante o Dia D contra a gripe, na Lapa, centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • Brasil está em alerta máximo devido aos surtos de sarampo na América, com ações de prevenção e controle em andamento para manter o país livre da doença.
  • Em doze meses até 2025, foram 14.891 casos em 14 países e 29 mortes; até 5 de março de 2026, já são 7.145 infecções confirmadas na região.
  • O Brasil confirmou o primeiro caso de 2026 em uma bebê de 6 meses, em São Paulo, adquirida durante viagem à Bolívia, país em surto.
  • Em 2025 houve 38 casos no Brasil; ainda não houve transmissão sustentada no território para perder o certificado de área livre (conquistado em 2024).
  • Vacinação e vigilância seguem rígidas: 92,5% dos bebês receberam a primeira dose em 2024, 77,9% completaram o esquema no tempo recomendado; há blocos vacinais e dose zero para contatos próximos.

O Brasil atua em alerta máximo diante do aumento de sarampo nas Américas. Em dois meses de 2026, o continente registrou metade dos casos de 2025, segundo dados de saúde pública. O país mantém ações de prevenção e controle para preservar a condição de área livre da doença.

De acordo com o Programa Nacional de Imunizações, o número de infecções no continente cresceu expressivamente neste início de ano. Em 2025, foram 14.891 casos em 14 países, com 29 mortes. Até o dia 5 de março de 2026, eram 7.145 casos confirmados.

No Brasil, a primeira infecção de 2026 foi confirmada na semana passada em uma bebê de 6 meses, em São Paulo. A criança contraiu o sarampo durante viagem à Bolívia, que vive surto da doença.

Em 2025, o Brasil teve 38 casos. Mesmo com esse cenário, não há transmissão sustentada no território que comprometa o certificado de área livre, conquistado em 2024. A manutenção da certificação depende da continuidade da vacinação e da vigilância.

Noção vigente do Ministério da Saúde é de alerta máximo. A meta é manter o certificado, investindo em vacinação e em ações específicas para áreas com cobertura mais baixa, conforme explica o diretor do PNI, Eder Gatti.

O ministério tem realizado campanhas de vacinação em áreas de fronteira e em regiões com maior circulação de pessoas. O calendário básico prevê duas doses da vacina contra o sarampo, com primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses, integradas ao tríplice viral e à tetraviral.

Dados de adesão mostram avanços, mas ainda há lacunas. Em 2024, 92,5% dos bebês tomaram a primeira dose e 77,9% concluíram o esquema na idade adequada. Profissionais de saúde mantêm a vigilância de casos suspeitos, com resposta rápida a cada ocorrência.

Bloqueio vacinal e resposta

Em 2025, 3.818 suspeitas foram notificados. Em 2026, até 26 de janeiro, foram 27 suspeitas. Quando há confirmação, o município inicia o bloqueio vacinal e identifica contatos para imunização preventiva.

A operação envolve busca ativa de casos próximos à pessoa infectada, vacinação de vizinhos e verificação de laboratórios e serviços de saúde para classificar casos não notificados. O monitoramento permanece por três meses após confirmação.

Perspectiva e mobilidade

O diretor do PNI ressalta que o Brasil dispõe de instrumentos para evitar replicar o que ocorre em outros países. Com a Copa do Mundo de 2026 e grande fluxo de turistas, incluindo brasileiros, a atenção permanece alta.

A Anvisa publicou orientações de vacinação em aeroportos e portos para evitar disseminação. A estratégia também prioriza ações de vacinação em áreas turísticas e fronteiriças, onde há maior circulação de pessoas.

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