Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Demanda por IA eleva emissões de CO2 em 33% até 2030, aponta estudo

Pesquisa aponta que fabricação de semicondutores ligada à IA elevará emissões de CO₂ em um terço até 2030, aumentando custos de gestão ambiental

Chips de IA: emissão de dióxido de carbono aumentará significativamente nos próximos anos (Thinkstock/DragonImages/Thinkstock)
0:00
Carregando...
0:00
  • As emissões de CO₂ da fabricação de semicondutores devem chegar a 247 milhões de toneladas métricas até 2030, o que representa um aumento de um terço em relação ao cenário atual.
  • Países com eletricidade baseada em combustíveis fósseis, como Singapura (95,1%) e Taiwan (84,9%), devem puxar o crescimento da poluição, segundo gráfico da Ember.
  • O consumo de energia e os gases fluorados também influenciam as emissões; memórias de alta largura de banda (HBM) podem consumir até cinco vezes mais energia que outros modelos, conforme estudo da Silicon Analysts.
  • Samsung, SK Hynix e Micron Technology investem em iniciativas ambientais para tratam gases de processo e depuradores avançados.
  • Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft devem gastar 650 bilhões de dólares em 2026 para acelerar a expansão de centros de dados e infraestrutura de fabricação de chips avançados.
  • Entre 2024 e 2025, Hygon Information Technology e Cambricon Technologies cresceram como alternativas à Nvidia, em meio a embates entre Estados Unidos e China.

As emissões de dióxido de carbono ligadas à fabricação de semicondutores devem alcançar 247 milhões de toneladas métricas até 2030, segundo a TechInsights. O aumento representa aproximadamente um terço a mais em relação aos níveis atuais, com custos adicionais para gestão ambiental.

A pesquisa aponta que a produção em países com redes elétricas fortemente baseadas em combustíveis fósseis contribuí para esse crescimento. Singapura respondeu por 95,1% de geração de energia fóssil em 2024, seguido por Taiwan com 84,9%, segundo gráfico da Ember.

Impactos da fabricação de chips e consumo de energia

Os dados indicam que além das emissões, o consumo de energia e o uso de gases fluorados elevam a pegada ambiental da indústria. Partes interessadas, como memórias HBMs, devem consumir até cinco vezes mais energia que modelos tradicionais, segundo a Silicon Analysts.

Fabricantes de HBMs incluem Samsung, SK Hynix e Micron Technology. Empresas dessas listas já adotam iniciativas ambientais, como tratamento de gases de processo e depuradores avançados para reduzir impactos.

Investimentos para acelerar a IA

De acordo com a TechInsights, a demanda por IA impulsiona o aumento de emissões e exige maior capacidade produtiva. Em paralelo, grandes grupos anunciam investimentos bilionários para ampliar centros de dados e linhas de fabricação de chips.

Entre 2026, Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft confirmaram aporte de cerca de US$ 650 bilhões. O objetivo é acelerar o crescimento da IA e a construção de infraestrutura necessária para gerar aplicações com alto poder de processamento.

Cenas de competição tecnológica global

Com o movimento de investimentos, surgem alternativas às soluções da Nvidia, líder de mercado. Entre 2024 e 2025, Hygon Information Technology e Cambricon Technologies ampliaram receita ao oferecerem opções para a China, em meio a tensões com os EUA.

A Hygon reportou crescimento anual de 45%, enquanto a Cambricon triplicou seu faturamento no período, segundo acompanhamento de mercado. A disputa envolve restrições comerciais e estratégias de cadeia de suprimentos globais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais