- Li-Huei Tsai deixará o cargo de diretora do The Picower Institute for Learning and Memory ao fim do ano acadêmico, em maio, para concentrar-se integralmente em pesquisa e ensino.
- Ela vai manter a liderança da Aging Brain Initiative e do Alana Down Syndrome Center, além de acompanhar a busca pelo próximo diretor do instituto.
- Sob sua gestão desde 2009, o Picower Institute cresceu para cerca de 400 pessoas em 16 laboratórios, ampliando a atuação em neurociência.
- Tsai liderou pesquisas sobre biologia molecular da doença de Alzheimer, epigenética cerebral e estratégias terapêuticas, incluindo iniciativas com uso de frequências gamma (GENUS).
- O instituto recebeu apoio da Fundação Picower (atualmente Freedom Together Foundation) para programas de fomento a docentes juniores, bolsas de pesquisadoras e pesquisadores, além de fundeamentos de inovação.
Li-Huei Tsai, diretora do Picower Institute for Learning and Memory desde 2009, deixará o cargo ao final do ano acadêmico, em maio. Ela passará a se dedicar integralmente à pesquisa e ao ensino, mantendo a liderança da Aging Brain Initiative e do Alana Down Syndrome Center.
A mudança ocorre enquanto o instituto, criado em 1994 e renomeado em 2002, ampliou significativamente seu quadro: hoje são cerca de 400 pessoas em 16 laboratórios. O objetivo da transição é concentrar esforços na produção de conhecimento e em aplicações translacionais.
A busca pelo próximo diretor do Picower Institute já foi iniciada. Uma comitiva, liderada pelo professor Matthew Wilson, realizará entrevistas e apresentará um relatório ao reitor Nergis Mavalvala ainda nesta primavera.
Mudança de foco e legado
Tsai, professora do Departamento de Brain and Cognitive Sciences, destaca o crescimento do instituto sob sua gestão, incluindo recrutamento de diversos laboratórios. Ela ressalta que o trabalho abrange desde fundamentos moleculares até estratégias terapêuticas.
Ao longo de sua liderança, a pesquisadora publicou mais de 230 estudos, contribuiu para várias patentes e ajudou a lançar startups. Entre as contribuições, destacam-se avanços sobre Alzheimer, epigenética cerebral e o uso de estímulos sensoriais como potencial tratamento.
A pesquisadora também desenvolveu iniciativas campus-wide para ampliar o impacto social da neurociência, como a Aging Brain Initiative, iniciada em 2015, e o Alana Down Syndrome Center, criado em 2019 com apoio de fundações.
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