- O SIN opera com 64,6% da capacidade total de armazenamento; Sul é o subsistema com o quadro mais crítico, em 35,3%, enquanto Sudeste/Centro-Oeste chega a 61,0%, Norte 90,8% e Nordeste 82,8%.
- Os principais reservatórios do país ficam no Sudeste/Centro-Oeste, com volumes acima de 60%, indicando situação relativamente confortável para a demanda no curto prazo.
- Sul do Brasil continua com baixos volumes de chuva e déficits de precipitação, explicando a baixa recuperação dos reservatórios na região.
- Em abril, a previsão aponta chuvas abaixo da média no Sul, sem recuperação hidrológica significativa; há expectativa de retorno gradual das chuvas em maio e junho.
- A possibilidade de El Niño, moderado a forte, a partir do próximo trimestre pode intensificar precipitações no Sul e alterar a distribuição de chuvas no Sudeste, com risco de veranicos prolongados.
Os reservatórios de hidrelétricas do país devem terminar o verão com volumes acima de 60% no sistema Sudeste/Centro-Oeste, garantindo margem de operação. O Sul, porém, segue com níveis muito baixos e demanda de atenção.
Segundo o último informativo do ONS, o SIN opera com 64,6% da capacidade total de armazenamento. O Sul fica em 35,3%, o que representa o ponto mais crítico entre os subsistemas brasileiros.
O Sudeste/Centro-Oeste registra 61,0% de armazenamento, o Norte 90,8% e o Nordeste 82,8%. A leitura geral aponta que a região Sul continua mais vulnerável à variabilidade climática e à estagnação de chuvas.
Comportamento da chuva
Anomalia de precipitação dos últimos três meses mostra déficit intenso no Sul, marcado por tons de marrom no mapa. Chuvas abaixo da média ajudam a explicar a baixa recuperação dos reservatórios na região.
O Sul apresenta resistência a recuperação diante da escassez de chuvas nas últimas semanas. Em contraste, as outras regiões mantêm condições mais estáveis, influenciando a necessidade de planejamento hidrológico.
O que esperar para os próximos meses
A previsão para abril aponta chuvas abaixo da média no Sul, dificultando recuperação hidroenergética. Frentes frias precisam avançar com mais frequência pela região para mudar esse cenário.
Analistas de Climatempo indicam retorno gradual de precipitação em maio e junho, com maior frequência de sistemas transientes. Pode haver melhora parcial, favorecida ainda pela possível intensificação do El Niño no segundo semestre.
Impactos do El Niño
A projeção aponta El Niño de intensidade moderada a forte a partir do próximo trimestre. O fenômeno tende a elevar a variabilidade da circulação atmosférica na América do Sul e alterar padrões de chuva no Brasil.
Para o Sudeste, os impactos são de maior variabilidade e risco de veranicos prolongados, o que pode comprometer as afluências aos reservatórios. No Sul, espera-se aumento das precipitações, com distribuição irregular pelo país.
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