- A Anvisa atualizou os processos de análise de medicamentos nacionais com o mesmo princípio ativo da semaglutida ( Ozempic ), com oito pedidos em verificação de eficácia.
- Sete produtos são de origem sintética e um é biológico; podem chegar aos consumidores a partir de junho, se comprovada a eficácia.
- Além das oito propostas em análise, há mais nove propostas aguardando avaliação, sendo oito sintéticas e uma biológica.
- A queda da patente da semaglutida entra em vigor hoje, abrindo espaço para versões genéricas e potencial aumento de oferta e redução de preços.
- O aumento da disponibilidade pode ampliar o uso sem orientação médica, elevando o risco de uso inadequado mesmo com fiscalização e supervisão.
A Anvisa comunicou nesta sexta-feira 20 a atualização dos processos de análise de medicamentos nacionais que usam o mesmo princípio ativo do Ozempic, a semaglutida. Ao todo, oito pedidos estão em verificação para atestar eficácia, abrindo caminho para opções nacionais. A queda de patente do Ozempic no Brasil, que entrou em vigor hoje, acelera esse movimento.
Entre os produtos em avaliação, sete têm origem sintética e um é de origem biológica. Caso conquistem aprovação, alguns podem chegar ao consumidor já em junho, segundo a Anvisa. A janela de tempo, caso confirmada, permite entrada no mercado em menos de um ano desde o início das análises de eficácia.
Progresso na análise e próximos passos
Além dessas oito versões, a Anvisa informou que há mais nove propostas aguardando avaliação, sendo oito sintéticas e uma biológica. Os formatos variam entre oral, injetável, inalatória ou oftálmica para as sintéticas, e injecção é a recomendação principal para a versão biológica.
A queda da patente da semaglutida pode ampliar a oferta, reduzir preços e ampliar a disponibilidade, inclusive para o sistema público. O cenário abre espaço para novas concorrências e maior acesso a tratamentos que visam controle de peso e diabetes tipo 2.
Implicações e cuidados
O momento também traz atenção ao uso responsável, com alerta já observado sobre riscos como pancreatite em usuários de canetas emagrecedoras. A mudança normativa exige acompanhamento médico e orientação profissional para evitar uso inadequado.
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