- A Fundação SOS Mata Atlântica divulgou relatório com dados de 2025 mostrando que a qualidade dos rios do bioma segue precária e sem sinal de melhoria.
- Quase 80% dos pontos monitorados apresentam qualidade regular; nenhum ponto atingiu a classificação ótima.
- O biólogo Cesar Pegoraro afirma que a água está deteriorada e não serve para abastecimento público, contato humano nem atividades de lazer como natação e pesca.
- Os indicadores mostram estagnação há mais de dez anos, mesmo com o Marco Legal do Saneamento Básico de 2020 e a agenda da ONU até 2030.
- É destacada a necessidade de mudança na relação da população com os rios e de políticas públicas eficazes para despoluição e preservação ambiental.
Um estudo da Fundação SOS Mata Atlântica aponta que a qualidade da água nos rios do bioma continua deteriorada e não mostra sinais de melhoria. Os dados, coletados ao longo de 2025, indicam que quase 80% dos pontos monitorados apresentam qualidade regular, sem alcançar a classificação ótima. A pesquisa reforça a necessidade de tratamento adequado de água e de ações de proteção.
Para o pesquisador da entidade, a água está significativamente impactada e não atende aos padrões de abastecimento público nem ao contato direto, como natação e pesca. O levantamento também evidenciou estagnação de indicadores de qualidade ao longo de mais de uma década, mesmo com avanços de políticas públicas.
Contexto e impactos
O estudo avalia a situação em várias regiões do Brasil, destacando que a origem da poluição varia conforme o lugar. O biólogo enfatiza que a relação da população com os rios precisa ser redesenhada, com maior cobrança a órgãos públicos e maior educação ambiental, para reverter o quadro. A pesquisa aponta ainda que o rio reflete a saúde da sociedade ao seu redor, incluindo aspectos de saneamento e gestão de resíduos.
Entre na conversa da comunidade