- Entre 2016 e 2025, no Sistema Único de Saúde (SUS), os exames de sangue oculto nas fezes passaram de 1.146.998 para 3.336.561, avanço de cerca de 190%.
- As colonoscopias também cresceram, de 261.214 para 639.924 procedimentos no mesmo período (aproximadamente 145% de aumento).
- Em 2025, o maior volume de exames de sangue oculto ocorreu em São Paulo, com 1.174.403; Minas Gerais ficou em segundo e Santa Catarina em terceiro.
- A campanha March Azul, promovida por sociedades médicas, é apontada como fator para maior conscientização e procura por exames.
- O Instituto Nacional de Câncer (Inca) projeta aumento de mortes prematuras por câncer de intestino até 2030 e ressalta a importância de ampliar o rastreamento.
Entre 2016 e 2025, o SUS triplicou o volume de exames para detecção precoce do câncer de intestino, abrangendo tanto a pesquisa de sangue oculto nas fezes quanto as colonoscopias. O levantamento, feito durante a campanha Março Azul, mostra crescimento significativo na rede pública de saúde.
A Pesquisa de sangue oculto nas fezes passou de 1.146.998 para 3.336.561 exames no período, alta de cerca de 190%. Já as colonoscopias saltaram de 261.214 para 639.924 procedimentos, aumento de aproximadamente 145%. Em 2025, São Paulo registrou o maior número de exames, com 1.174.403, seguido por Minas Gerais e Santa Catarina.
Março Azul aponta que a expansão decorre de estratégias de conscientização e mobilização promovidas por entidades médicas, segundo o presidente da Sobed, Eduardo Guimarães Hourneaux. Ele afirma que a campanha converte medo em ação, incentivando a busca por exames principalmente no mês de março.
Ainda segundo Hourneaux, o movimento é resultado do esforço conjunto de autoridades municipais, estaduais e federais. Prédios iluminados, mutirões e campanhas em escolas e unidades de saúde ajudam a levar a mensagem de prevenção aos cidadãos.
A campanha é promovida desde 2021 pela Sobed, SBCP e FBG, com apoio de SBA, AMB, CFM e outras sociedades. O Instituto Nacional de Câncer estima aumento de mortes prematuras por câncer de intestino até 2030, associadas ao envelhecimento populacional, maior incidência entre jovens, diagnóstico tardio e baixa cobertura de rastreamento.
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