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Brasil inicia produção 100% nacional de remédio para transplantes no SUS

Brasil inicia produção 100% nacional de tacrolimo para transplantes no SUS, com insumos nacionais, reduzindo risco de desabastecimento

Brasil começa produção 100% nacional de remédio usado em transplantes no SUS
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  • Brasil passa a produzir 100% nacionalmente o tacrolimo, remédio usado em transplantes no SUS, com insumos nacionais.
  • Antes dependia de matéria-prima importada; a mudança visa reduzir o risco de desabastecimento.
  • Produção é feita pela Fundação Oswaldo Cruz e já está em operação no país.
  • Transplante feito em Niterói, na região metropolitana do Rio, foi bem-sucedido.
  • Em 2024, foram realizados mais de trinta mil transplantes no Brasil; no primeiro semestre do ano anterior, foram quase quinze mil.

O Brasil iniciou a produção 100% nacional de um medicamento utilizado em transplantes no SUS. O fármaco já era fabricado no país, mas dependia de matéria-prima importada. Agora, passa a ser produzido apenas com insumos nacionais, reduzindo o risco de desabastecimento.

O transplante ocorreu há poucos dias em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, e foi considerado bem-sucedido. Mario, que era apto a doar um rim ao irmão, será beneficiado pelo novo regime de produção. O episódio evidencia a importância da cadeia de suprimentos local para serviços de saúde.

A produção 100% nacional do tacrolimo, medicamento imunossupressor, é realizada pela Fundação Oswaldo Cruz. O Ministério da Saúde aponta que a medida fortalece a segurança de fornecimento aos pacientes que dependem do fármaco ao longo da vida após transplantes.

Avanço estratégico e impacto no SUS

Segundo dados oficiais, em 2024 o Brasil realizou mais de 30 mil transplantes, com o primeiro semestre de 2023 registrando quase 15 mil procedimentos. O tacrolimo é essencial para evitar rejeição de órgãos transplantados.

A mudança para insumos nacionais reduz dependência de importação e amplia previsibilidade de abastecimento. Especialistas apontam que o novo modelo pode trazer ganhos de custo e estabilidade para hospitais públicos que atuam na área de transplantes.

A transição, conforme nota do Ministério da Saúde, foi acompanhada de exames e validações ao longo de meses. O objetivo é manter o tratamento contínuo dos pacientes sem interrupções na terapia imunossupressora.

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