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Macaca-prego com diabetes em MG ganhará novo lar

Macaca-prego com diabetes fica sob cuidado de mantenedor de fauna em Uberaba; não volta à natureza, primeira ocorrência em mamífero silvestre no Brasil

Um macaco sentado sobre uma estrutura de madeira dentro de um recinto cercado por tela metálica. O animal segura uma fruta de cor alaranjada com as duas mãos
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  • Uma fêmea de macaco-prego resgatada na Mata do Ipê, em Uberaba, MG, foi diagnosticada com diabetes e recebeu tratamento no hospital veterinário universitário por quase um mês.
  • O diabetes em animais é raro; o caso da macaca chamada Chica é o primeiro registrado em um mamífero silvestre no Brasil.
  • A macaca não poderá retornar à natureza e ficará aos cuidados de um mantenedor de fauna em Uberaba, no Triângulo Mineiro.
  • A doença está associada ao histórico de alimentação inadequada oferecida por visitantes.
  • Chica tem entre 20 e 30 anos e precisará de cuidados constantes de veterinários.

Após quase um mês de internação, uma fêmea de macaco-prego, resgatada na Mata do Ipê, em Uberaba (MG), vai ganhar um novo lar. O animal não voltará à natureza e ficará sob a responsabilidade de um mantenedor de fauna local, na cidade do Triângulo Mineiro.

O resgate ocorreu em janeiro, quando a macaca apresentou dificuldade para respirar e estado apático, acompanhado de pneumonia. O diagnóstico de diabetes mellitus em animais é raro, e o caso da Chica é o primeiro registrado em um mamífero silvestre no Brasil.

Segundo a Universidade de Uberaba, a diabetes está associada a histórico de alimentação inadequada oferecida por visitantes. A Chica tem entre 20 e 30 anos e precisará de cuidados constantes de veterinários.

Novo destino de cuidado

A partir de agora, a macaquinha ficará sob a guarda de um mantenedor de fauna de Uberaba, que deverá oferecer acompanhamento veterinário regular. A mudança visa garantir monitoramento contínuo da doença e bem-estar do animal, em ambiente apropriado.

A instituição informou que a decisão evita a reinserção na natureza, considerando o estado de saúde e o risco de novas complicações. O caso é descrito como inédito no país, destacando a importância de manejo responsável de fauna silvestre.

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