- Excesso de uso de redes sociais por mais de três horas diárias está associado a quadros de depressão e ansiedade mais graves em crianças, em comparação com uso moderado (até meia hora por dia).
- Agravamento da depressão ocorre em cerca de quarenta e sete por cento, e da ansiedade em cerca de quarenta por cento, entre os grupos.
- O estudo acompanhou mais de dois mil alunos em 31 escolas de Londres, ao longo de quatro anos, dentro do SCAMP (Study of Cognition, Adolescents and Mobile Phones).
- Os pesquisadores observaram que o sono irregular, causado pelo tempo excessivo diante das telas, é o principal mecanismo apontado para afetar a saúde mental.
- A relação entre tempo de tela e sintomas é mais marcante entre as meninas; o estudo cita limitações por mudanças nas plataformas desde o período inicial.
O excesso de uso de redes sociais por crianças está associado ao aumento da gravidade de sintomas de depressão e ansiedade. O estudo acompanhou mais de 2 mil jovens em Londres, por quatro anos, para entender essa relação.
Segundo os pesquisadores, crianças que ultrapassavam 3 horas diárias nas redes sociais tiveram piora significativa nos sintomas, em comparação com uso moderado (até 30 minutos). A elevação foi de cerca de 47% para depressão e 40% para ansiedade.
O estudo foi desenvolvido pelo Imperial College London, com dados de 31 escolas, e faz parte do SCAMP, maior projeto sobre impactos de telas na saúde de crianças. Os resultados foram publicados na revista BMC Medicine.
Metodologia
Ao longo do período, foram aplicados questionários sobre hábitos digitais, sono, saúde mental e estilo de vida. Além disso, foram realizados testes cognitivos para compor o quadro clínico dos participantes.
O recorte temporal acompanhou as idades entre 11-12 anos (2014-2016) e 13-15 anos (2016-2018). Ao todo, 2.350 crianças apresentaram sintomas depressivos ou de ansiedade, segundo os critérios usados no estudo.
Os dados indicam que a principal ponte entre tempo de tela e saúde mental é o sono. Crianças com maior exposição dido lá dormiam menos, o que eleva o risco de agravar transtornos mentais ao longo dos anos.
A pesquisadora Mireille Toledano afirma que o tempo de uso e o horário das atividades online ajudam a entender o impacto duradouro na saúde mental, com a privação de sono como fator-chave.
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