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Vinho é foco de estudo sobre risco cardiovascular

Vinho em consumo leve a moderado associa-se a redução de cerca de 21% no risco cardiovascular, enquanto cerveja, destilados e sidra elevam o risco em cerca de 9%

Vinho se destaca em estudo sobre saúde do coração. (Foto: Getty Images via Canva)
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  • Estudo com mais de 340 mil adultos acompanhados por mais de uma década avaliou como diferentes bebidas alcoólicas impactam a saúde cardiovascular.
  • Em níveis leves a moderados, o vinho ficou associado à menor mortalidade por doenças cardíacas, com redução de cerca de 21%.
  • Compostos como polifenóis presentes no vinho podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos.
  • Cerveja, destilados e sidra foram associados a maior risco de mortalidade, cerca de 9% acima de não consumidores ou de padrões diferentes.
  • Os resultados mostram que o impacto do álcool depende do tipo de bebida, do padrão de consumo e de fatores individuais, não devendo incentivar o consumo; moderação é fundamental.

O estudo mostra que o efeito do álcool na saúde não é único para todas as bebidas. Em análise com grande número de participantes, diferenças entre vinho, cerveja e destilados aparecem mesmo em consumo moderado. O objetivo é entender impactos reais na saúde cardiovascular.

Com mais de 340 mil adultos acompanhados por mais de uma década, pesquisadores destacam que a composição da bebida importa. Dados apresentados na Sessão Científica Anual do American College of Cardiology sinalizam desfechos distintos conforme o tipo de bebida.

Vinho associado a menor risco cardiovascular

Entre os achados, o consumo de vinho em níveis leves a moderados esteve ligado a menor mortalidade por causas cardiovasculares. A redução observada fica em torno de 21%, possivelmente relacionada aos polifenóis com ação antioxidante.

Outros itens apresentam maior risco

Já cerveja, destilados e sidra mostraram associação com aumento de mortalidade, mesmo em ingestões consideradas bajas. O aumento de risco estimado fica em torno de 9% em comparação a não consumidores ou a padrões diferentes de consumo.

Padrões de consumo importam

A pesquisa ressalta que a forma de ingestão influencia os efeitos: consumo regular e moderado pode divergir de episódios de ingestão elevada. Não há forma de álcool livre de riscos, e fatores individuais também pesam.

Importância dos dados para a leitura geral

Os resultados não devem incentivar o consumo, mas ajudar a entender que o tipo de bebida e o padrão de ingestão podem modificar riscos. Estilo de vida, alimentação e atividade física permanecem relevantes.

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