- Observadores usando o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, detectaram dois planetas gigantes de gás se formando ao redor da jovem estrela WISPIT 2.
- WISPIT 2 é o segundo sistema conhecido, depois do PDS 70, em que é possível observar diretamente a formação de dois planetas.
- O disco ao redor da estrela é grande e tem lacunas e anéis, criados pelos planetas em formação.
- O primeiro planeta, WISPIT 2b, foi identificado no ano passado e é quase cinco vezes maior que Júpiter; está em uma órbita distante.
- O novo planeta confirmado, WISPIT 2c, fica quatro vezes mais próximo da estrela e tem o dobro da massa de WISPIT 2b; pode haver ainda um terceiro planeta não visto, conforme indícios no disco.
A observação com o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), revelou a formação de dois gigantes gasosos em torno de uma estrela jovem, chamada WISPIT 2. Os pesquisadores acompanham o nascimento de dois planetas dentro de uma nuvem de gás e poeira, numa visão quase em tempo real de como sistemas solares se formam.
Os envolvidos são equipes da University of Galway, na Irlanda, e Leiden Observatory, na Holanda. O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. A primeira evidência do planeta WISPIT 2b foi identificada no ano passado; agora foi confirmado um segundo mundo, WISPIT 2c, mais próximo da estrela.
Dois planetas em formação
WISPIT 2b é um gigante gasoso com massa próxima a cinco vezes a de Júpiter, orbitando a uma grande distância do astro. WISPIT 2c, confirmado recentemente, fica quatro vezes mais próximo da estrela e tem massa aproximadamente o dobro de WISPIT 2b. Ambos seguem o destino de se tornarem mundos gasosos sob as condições do disco.
A disca de WISPIT 2 apresenta lacunas e anéis bem marcados, indicativos da ação dos planetas ainda em formação. Os pesquisadores destacam que o sistema oferece uma visão rara de como várias luas e planetas podem nascer no mesmo entorno.
Potencial de mais descobertas
Entre os sinais observados, há a possibilidade de um terceiro planeta ainda não detectado, sugerido por uma lacuna adicional no disco externo. A equipe comenta que futuras observações, com telescópios avançados, podem confirmar a presença de esse mundo, possivelmente com massa similar à de Saturno.
Os cientistas ressaltam que o WISPIT 2 funciona como laboratório para entender a formação de sistemas planetários inteiros, não apenas de um único planeta. A observação destaca o papel de instrumentos modernos na captura de fases iniciais de planetas gasosos.
Entre na conversa da comunidade