- Um osso de tíbia fossilizada, de cerca de 960 milímetros de comprimento e diâmetro de 128 milímetros, foi encontrado no Novo México e data de aproximadamente 74 milhões de anos, no Cretáceo.
- O fóssil sugere um tiranossauro gigante, possivelmente parente antigo do Tyrannosaurus rex, com peso estimado em cerca de 4,7 toneladas.
- A anatomia lembra tirannosaurídeos mais avançados, com indicação de filiação ao grupo Tyrannosaurini, que inclui predadores como Tarbosaurus e Zhuchengtyrannus.
- A descoberta sustenta a hipótese de que gigantes tiranossauros podem ter se originado no sul da América do Norte, com outros fósseis no Novo México e no Texas apoiando a ideia.
- Cientistas destacam a necessidade de mais fósseis, especialmente crânios ou ossos de tamanho similar, para confirmar a espécie e esclarecer a posição evolutiva dos tiranossauros.
O que parece ser o tiranossauro gigante do Cretáceo foi identificado a partir de uma tíbia fossilizada encontrada no Novo México, nos Estados Unidos, com datação de cerca de 74 milhões de anos. O achado, divulgado pela revista Scientific Reports, sugere um parente antigo do Tyrannosaurus rex, mesmo com o material sendo apenas um osso.
A análise indica que a tíbia mede 960 milímetros de comprimento, com diâmetro de 128 milímetros, e estima o peso do animal em cerca de 4,7 toneladas. O tamanho o aproxima de alguns dos maiores tiranossauros conhecidos, como a espécie referida popularmente como “Sue”.
Anatomia e filiação evolutiva
O formato da tíbia fossilizada apresenta traços de tirannosaurídeos mais avançados, próximos ao T. rex. A extremidade inferior triangular e o eixo relativamente reto sugerem ligação ao grupo Tyrannosaurini, que inclui predadores de grande porte como Tarbosaurus e Zhuchengtyrannus.
Origem e distribuição no continente
Os pesquisadores destacam que o sul da América do Norte pode ter sido berço de tiranossauros gigantes. Outros fósseis na região, incluindo no Novo México e no Texas, também apoiam essa hipótese, como o Tyrannosaurus mcraeensis.
Desafios e próximos passos na paleontologia
Apesar do material limitado, o estudo amplia o conhecimento sobre predadores carnívoros do Cretáceo e sobre sua distribuição na América do Norte. Mais fósseis, especialmente crânios ou ossos de tamanho similar, são necessários para confirmar a espécie e detalhar sua posição evolutiva.
Implicações da descoberta
A pesquisa reforça a importância de novas evidências para reconstruir ecossistemas antigos e compreender a evolução dos tiranossauros. Cada osso encontrado pode alterar a visão sobre os maiores predadores da história terrestre.
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