- Brasil lançará o Carbon Countdown para medir estoque de carbono em seus biomas (Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa) com dados primários.
- O projeto é uma parceria entre o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical (Cepids da Fapesp), Shell e Petrobras, com investimento de cerca de R$ 100 milhões financiado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
- Serão cerca de 6.500 pontos de coleta pelo país, com previsão de analisar aproximadamente 250 mil amostras de solo e várias centenas de milhares para caracterização físico-química e biológica.
- A iniciativa busca alinhamento com metodologias do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e uso de sensoriamento remoto e espectroscopia para criar inventários de carbono compatíveis com padrões internacionais.
- O objetivo é transformar dados em governança eficaz, orientando investimentos, restauração florestal e práticas agrícolas sustentáveis, fortalecendo a posição do Brasil no mercado global de carbono.
O Brasil lança a Carbon Countdown, uma infraestrutura científica para quantificar estoques de carbono em biomas como Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. O projeto envolve o Centro de Estudos de Carbono em Agricultura Tropical, ligado à Fapesp, em parceria com Shell e Petrobras. O financiamento chega pela cláusula PD&I da ANP, com valor estimado de 100 milhões de reais.
Serão cerca de 6.500 pontos de coleta distribuídos pelo país e a previsão é analisar cerca de 250 mil amostras de solo, além de dezenas de milhares para caracterização físico-química e biológica.
Parcerias e financiamento
A iniciativa é coordenada pela Carbon Countdown em colaboração com grandes empresas do setor de energia. O objetivo é criar dados primários de carbono, alinhados a padrões internacionais, para aumentar a confiabilidade de créditos de carbono.
Metodologia e impacto
O projeto utiliza sensoriamento remoto e espectroscopia, seguindo diretrizes do IPCC. A ideia é promover inventários de carbono comparáveis aos melhores padrões globais, apoiando mensurações de emissões por uso da terra e ganhos com restauração.
Desafios institucionais
Especialistas destacam que dados, sozinhos, não geram valor sem uma arquitetura regulatória estável. É preciso governança clara para transformar o conhecimento em oportunidades de investimento e políticas públicas consistentes.
Expectativas para o Brasil
Se bem articulado com políticas públicas e setor privado, o Carbon Countdown pode orientar investimentos em restauração e cadeias produtivas sustentáveis. O projeto também posiciona o país como fornecedora de serviços ambientais baseados em ciência.
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