- Estudo da Faculdade de Medicina da USP estima que o vírus oropouche infectou mais de 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe entre 1960 e 2025, com cerca de 5,5 milhões de infecções no Brasil.
- Manaus é apresentado como epicentro recente, com estimativa de até 200 vezes mais infecções do que casos confirmados na cidade.
- A transmissão ocorre pelo mosquito-maruin Culicoides paraensis, e a febre de oropouche pode evoluir para quadros graves, incluindo complicações neurológicas e materno-fetais.
- Atualmente não há vacina nem tratamento antiviral específico para a doença.
- A diferença entre infecções estimadas e casos notificados deve-se à baixa detecção, acesso limitado a serviços de saúde na Amazônia e grande parcela de infecções assintomáticas ou leves.
Um estudo, conduzido pela Faculdade de Medicina da USP, estima que o vírus oropouche tenha infectado 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe entre 1960 e 2025, muito além do total de casos registrados. Manaus aparece como epicentro recente da transmissão.
No Brasil, o número estimado de infecções fica em torno de 5,5 milhões. A pesquisa é publicada na revista Nature Medicine, em colaboração com a University of Kentucky, a Unicamp e a Fundação Hemoam, no Amazonas.
A discrepância entre infecções estimadas e casos notificados deve-se principalmente à baixa detecção da doença. Em áreas remotas da Amazônia, o acesso restrito a serviços de saúde pode exigir deslocamentos superiores a 24 horas, dificultando diagnósticos.
A infecção pelo vírus oropouche, transmitido por maruins, provoca febre com sintomas parecidos aos da dengue, podendo evoluir para complicações graves e risco de morte. Atualmente não há vacina nem antiviral específico disponível.
Estimativa e dados-chave
O estudo aponta que a maior parte das infecções pode ocorrer sem diagnóstico formal, elevando o descompasso entre infecções estimadas e registros oficiais. A taxa de detecção varia conforme a região e o acesso à saúde.
Contexto regional e Manaus
Manaus é destacada como foco recente de transmissão, com números que sugerem até 200 vezes mais infecções do que casos confirmados naquela localidade. A pesquisa ressalta a necessidade de vigilância aprimorada na região.
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