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Atlas lançado na COP15 revela rotas migratórias de aves vulneráveis

Atlas de rotas migratórias das Américas, lançado na COP15, mapeia trajetórias de 89 espécies, identificando áreas prioritárias para conservação e licenciamento

Miranda/ Mato Grosso do Sul - 20/03/2026 - Localizada na mesma região onde acontecem os debates cruciais da COP15, a Fazenda San Francisco, em Miranda (Pantanal Sul), é um verdadeiro santuário para a biodiversidade. Observar esses animais em seu habitat natural é um lembrete constante de que a preservação não é uma escolha, mas uma necessidade. Esse ecossistema serve de refúgio vital para inúmeras aves migratórias, que viajam milhares de quilômetros e dependem do equilíbrio das nossas águas e matas para sobreviver e completar seus ciclos. Esta ave é o biguá (Nannopterum brasilianum). Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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  • Atlas de Rotas Migratórias das Américas, lançado na COP15 em Campo Grande, mapeia rotas, paradas e locais de repouso de 89 espécies de aves migratórias das Américas.
  • A ferramenta está disponível online e ajuda a identificar áreas onde governos e cooperação internacional precisam atuar.
  • Áreas de concentração de aves podem ser visualizadas em mapa interativo, por espécie e sazonalidade.
  • A base de dados usa milhões de registros de ciência cidadã via eBird e deverá expandir para 622 espécies em 56 países.
  • O atlas é resultado de parceria entre a Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), o Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o US Fish and Wildlife Service (USFWS), incluindo exemplos como o veste-amarela.

O Atlas de Rotas Migratórias das Américas foi lançado durante a COP15, realizada em Campo Grande, na quinta-feira (26). A ferramenta mapeia rotas, paradas e áreas de repouso de 89 espécies de aves migratórias das Américas.

O projeto reúne dados de observação de ciência cidadã na plataforma eBird e envolve instituições brasileiras e internacionais. O objetivo é indicar onde governos e cooperação internacional devem concentrar esforços de conservação.

O Atlas está disponível online e permite visualizar, por espécie, as trajetórias ao longo do ano. Também pode orientar usos de áreas protegidas, públicas ou privadas e tornar licenças ambientais mais informadas.

A iniciativa visa ampliar a conectividade ecológica entre países, conectando áreas do Ártico canadense à Patagônia chilena. O conjunto de dados deverá se ampliar para 622 espécies em futuras atualizações.

Entre os exemplos de espécies, destaca-se o veste-amarela, cuja rota passa pelo Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai. A espécie está na lista de ameaçadas da CMS devido ao declínio populacional.

A equipe de desenvolvimento contou com a participação do Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell e do MMA. A CMS também integra o time, junto ao USFWS, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.

Durante o lançamento, a secretária executiva da CMS ressaltou que o atlas fortalece a conectividade ecológica transfronteiriça, em um momento de necessidade de ações coordenadas para as aves migratórias.

Equipe envolvida: a divulgação ocorreu após convite do Ministério do Meio Ambiente. O projeto também destaca o papel da ciência cidadã na construção de políticas públicas mais precisas.

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